Mãos na máquina
Mãos na máquina.
Rogerio Argolo, 1980, nascido em Vitória, cresceu e vive em Belo Horizonte. Engenheiro Civil (UFMG), fotógrafo e discente em Artes Plásticas na Escola Guignard-UEMG. Desenvolveu uma relação natural e intrínseca com a fotografia e passou a registrar paisagens e cotidianos a sua volta por mais de 30 países. Integrante do coletivo fotográfico Errante, desde a pandemia deu ênfase a fotografar em Belo Horizonte, seja através de imagens aéreas de suas paisagens e arquiteturas, seja através diretamente de suas ruas de maneira visceral. Concomitantemente desenvolve um projeto imagético de visitar e registrar terreiros de matriz africana que já decorre por quase uma década. Um vasto acervo fotográfico é oriundo dessas práticas e dele destacam-se algumas séries de temas específicos como umbanda, fotografia de rua e aérea.
Um fragmento orgânico isolado do contexto original torna-se vestígio. A forma suspensa no escuro evoca permanência, desgaste e transformação...
Nos camarins do Dragstar, o palco ainda é silêncio, mas a transformação já começou. A drag queen Capitu Pitanga...
Passo lento, sacola leve: quem viveu a lida sabe sempre os caminhos.
Antes da próxima corrida, o corpo vira rede: infância que cochila no ferro. O trabalho espera, os sonhos não.