FotoDoc
  • HOME
  • PRÊMIO
    • Prêmio Portfólio FotoDoc 2026
      • InscriçãoINSCREVA-SE!
      • Selecionados
      • Diretrizes
    • Prêmio Portfólio FotoDoc 2025
    • Prêmio Portfólio FotoDoc 2024
    • Prêmio Portfólio FotoDoc 2023
  • FESTIVAL
    • Festival FotoDoc 2025
    • Festival FotoDoc 2024
    • Festival FotoDoc 2023
    • Festival FotoDoc 2022
  • CONTEÚDO
  • LOJA
    • Carrinho
    • Finalização de compra
  • SOBRE
    • Festival FotoDoc
    • Escola Panamericana
  • Português
  • Inglês
Nennum resultado
Ver todos os resultados
  • HOME
  • PRÊMIO
    • Prêmio Portfólio FotoDoc 2026
      • InscriçãoINSCREVA-SE!
      • Selecionados
      • Diretrizes
    • Prêmio Portfólio FotoDoc 2025
    • Prêmio Portfólio FotoDoc 2024
    • Prêmio Portfólio FotoDoc 2023
  • FESTIVAL
    • Festival FotoDoc 2025
    • Festival FotoDoc 2024
    • Festival FotoDoc 2023
    • Festival FotoDoc 2022
  • CONTEÚDO
  • LOJA
    • Carrinho
    • Finalização de compra
  • SOBRE
    • Festival FotoDoc
    • Escola Panamericana
  • Português
  • Inglês
Nennum resultado
Ver todos os resultados
FotoDoc
Nennum resultado
Ver todos os resultados

Igatu

Beth MachadoPorBeth Machado
31 de maio de 2023
em Ensaio

Igatu, lugarejo mágico, misterioso, no interior do Estado da Bahia, no coração da Chapada Diamantina, originário do ciclo de exploração de diamantes, cuja história remonta ao século XIX, guardando lembranças doídas de um passado intenso, e hoje parada no tempo e quase desaparecida.

Anteriormente chamada de “Xique-Xique de Igatu”, na primeira fase do garimpo de diamantes, durante o século XIX, foi um próspero povoado no alto da serra, perto da cidade de Andaraí.

A região foi primitivamente habitada por indígenas, Cariri e Maracá, o nome Igatu significa “água boa”, é a junção dos termos y (água) e katu (bom).

A pequena vila viveu o apogeu e a decadência do garimpo, deixando os sinais de sua história estampados na arquitetura e no estilo de vida dos moradores atuais.

Encravada entre afloramentos rochosos, ruínas históricas, rios e cachoeiras, possui um casario histórico do século XIX, construído com pedras, motivo pelo qual é conhecida como a “Machu Picchu Baiana”, sendo que o conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico foi tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) no ano 2000.

Utilizando as trilhas dos índios, a mão de obra escrava, e construindo novos caminhos, os garimpeiros reviraram quase totalmente a Serra do Sincorá, transformando a região em um dos lugares mais ricos do mundo. As tocas e ranchos dos primórdios começaram a conviver com grandes casarões coloniais, que abrigavam os barões do diamante na fase de esplendor.

No passado – próspera e populosa – chegou a ter cerca de nove mil habitantes. No entanto, com o declínio da atividade diamantífera na região, entrou em decadência e a maioria da população deixou o lugar em busca de melhores condições de vida. A vila ficou vazia, com casas e comércios abandonados. Apesar das dificuldades, algumas pessoas resistiram e permaneceram no lugar, vivendo hoje do turismo da Chapada..

Na área urbana residem hoje 440 habitantes, em sua maioria filhos do garimpo de diamantes, o que é nada se comparado à época áurea, segundo o censo informal de Amarildo dos Santos, um dos moradores que fazem esse local ainda mais fantástico.

O fim da escravatura, o começo da República e o achado de jazidas diamantíferas na África do Sul marcaram o começo da decadência. A produção foi salva graças ao carbonato (o diamante negro), utilizado na indústria, tal como para a construção do metrô de Londres e do Canal do Panamá, entre outras grandes obras da engenharia mundo afora.

Ao longo do tempo, o impacto ambiental provocado pela atividade garimpeira artesanal e posteriormente, mecanizada, provocou o assoreamento nos rios, o que associado à devastação das matas nativas e à poluição, levaram à extinção da atividade em 1996.

Inscreva-se no Prêmio Portfólio FotoDoc 2023

ShareTweet
Beth Machado

Beth Machado

Carioca, Economista, venho do mercado financeiro. A fotografia sempre foi uma paixão, iniciei no analógico e migrei para o digital. Fiquei um tempo afastada e retornei em 2012, fiz vários cursos, workshops e oficinas. Faço parte do curso Fotografia: Repertório, Edição e Curadoria, com Eder Chiodetto e fiz parte do Ciclo de Estudos da Fotografia, com Juan Esteves. Participei de várias exposições coletivas: “Outras fronteiras” no PEF2022, “Anima.Animus” no Foto em Pauta 2023, “Dualidades.” no Foto em Pauta 2024, “Rua”, no PEF2024, “FOGO”, no Foto em Pauta 2025 e “Raízes” no Foto em Pauta 2026, Mostra Fotografia Arte Plural em 2024 e Mostra Mulheres de Visão em 2025, Icon Galerias; além da Exposição Principal no PEF2025 com a foto Luz. Recebi uma Menção Honrosa no concurso Universo Feminino Singular e Plural 2022 com a foto Evelyn; bem como com a Official Selection no One Shot Searching for Peace Competition, do International Photography Awards, com a foto Friendship, em 2024; e com o IAAP Diploma com a foto Pegadas, no Brazilian International Photography Circuit em 2024.

Relacionado Posts

cerca(nias)
Ensaio

cerca(nias)

As fotografias formam um ensaio sobre a relação entre controle e espaço. O concreto, o arame, a teia, as...

PorPedro Haram Colucci
10 de abril de 2026
Demigod
Ensaio

Demigod

In the Bible, God admonishes people to drive away darkness with light, and Christ is equal to the promise...

PorLei jiang
10 de abril de 2026
Light & Life of Kathmandu
Ensaio

Light & Life of Kathmandu

The lens travels through the ancient alleys and temples of Nepal, capturing the moments where faith and daily life...

PorLei jiang
9 de abril de 2026
Ice Wilderness: A Poem in Film
Ensaio

Ice Wilderness: A Poem in Film

Film freezes the pure white and bitter black of Antarctica. Ice cliffs and cold seas intertwine to create an...

PorLei jiang
9 de abril de 2026
Maré
Ensaio

Maré

A natureza revela muitos segredos àqueles que olham de perto, paisagens e formações impossíveis podem ser imaginadas a partir...

PorBruno Militelli
8 de abril de 2026
Maracujá
Ensaio

Maracujá

Espirais multiplicam-se em meio a natureza, Maracujá retrata os artifícios da vegetação para seu desenvolvimento, na morfologia vegetal essas...

PorBruno Militelli
8 de abril de 2026
  • HOME
  • PRÊMIO
  • FESTIVAL
  • CONTEÚDO
  • LOJA
  • SOBRE
  • Português
  • Inglês
Nennum resultado
Ver todos os resultados
  • HOME
  • PRÊMIO
    • Prêmio Portfólio FotoDoc 2026
      • Inscrição
      • Selecionados
      • Diretrizes
    • Prêmio Portfólio FotoDoc 2025
    • Prêmio Portfólio FotoDoc 2024
    • Prêmio Portfólio FotoDoc 2023
  • FESTIVAL
    • Festival FotoDoc 2025
    • Festival FotoDoc 2024
    • Festival FotoDoc 2023
    • Festival FotoDoc 2022
  • CONTEÚDO
  • LOJA
    • Carrinho
    • Finalização de compra
  • SOBRE
    • Festival FotoDoc
    • Escola Panamericana
  • Português
  • Inglês

Vertente Fotografia © 2023