Em *A Terra Respira*, a paisagem é abordada como um organismo vivo, onde relevo, vegetação, água e atmosfera revelam um ritmo próprio, independente da presença humana. Desenvolvido na Serra do Amolar, o ensaio propõe uma observação lenta do território, explorando estados de suspensão, permanência e silêncio. As imagens constroem uma narrativa sobre tempo e matéria, onde a terra não é cenário, mas corpo — algo que persiste, respira e permanece.

Planos sucessivos constroem uma percepção dilatada do espaço, onde o tempo se acumula em silêncio.

A repetição das formas sugere um ritmo constante, independente de qualquer presença humana.

Uma presença mínima se afirma no espaço, não como protagonista, mas como parte do equilíbrio do território.

A paisagem se adensa, revelando a matéria como elemento central da experiência visual.

Água e vegetação desenham um movimento contínuo, onde tudo parece avançar sem pressa.

O céu pesado anuncia uma pausa, um instante em que o território parece reter o fôlego.

Sem início nem fim evidentes, a paisagem permanece, sustentando sua própria existência.







