Réquiem originalmente é uma composição musical apropriada para funerais. Mas, numa tradução do latim chegamos a “descanso”.
Como eu trabalho com imagens, o meu réquiem, a minha homenagem aos mortos será composta por fotografias e não por sons.
As fotos foram captadas no calor de um término de relação. O funeral, portanto, é de um amor que se transformou em outra coisa. Leminski diria:
“Amor, então.
Também, acaba?
Não que eu saiba.
O que eu sei,
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva
ou em rima.”
As imagens, coloridas e intensas, refletem o sentimento a flor da pele que eu vivi nesse momento.
Como o “descanso” também é sinônimo, tento utilizar as fotos como catalizador dos meus sentimentos e apaziguar minhas lamentações.
Recorro agora a Chico Buarque em “Trocando em miúdos”:
“ Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde.”
















