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Fluxografia

Fluxografia

Luiz BaltarPorLuiz Baltar
19 de fevereiro de 2026
em Ensaio

Selecionado no Prêmio Portfólio FotoDoc 2026

“Se os mundos ficcionais são tão pequenos e ilusoriamente confortáveis, por que não tentar criar mundos ficcionais tão complexos, contraditórios e provocantes quanto o mundo real?” Umberto Eco

Em seu percurso nos últimos 180 anos a fotografia tem sido majoritariamente associada à Santíssima Trindade composta por Luz, Tempo e Espaço. Tudo assim no singular. Dentre as infinitas emanações luminosas que nos chegam às retinas, uma delas é selecionada pelo aparato ótico que o fotógrafo manipula e dela são extraídos um recorte no espaço e uma fração de tempo. Ao contrário das outras formas de expressão, a fotografia é subtrativa, produz uma síntese. As velocidades de registro, a distância focal das objetivas e os suportes – sejam eles películas ou sensores – parecem reiterar que as nossas escolhas sugerem sempre o registro daquele momento decisivo ao qual se referia Cartier-Bresson.

Na contramão dessa tendência, as fluxografias que vêm sendo produzidas por Luiz Baltar desde 2012 se transmutam em imagens múltiplas, em espaços sobrepostos e num tempo que deixa de ser cronológico para assumir seu ethos social, tal qual um retrato fragmentado deste nosso conturbado tempo histórico. Chega a soar curioso quando a gente lembra que foi na Escola de Fotógrafos Populares da Maré, RJ, um renomado centro de formação em fotografia documental, que Baltar deu seus primeiros passos nessa direção, provavelmente impulsionado por um conjunto de variáveis das quais destacaria sua prática profissional como designer, a formação em Belas Artes e o espírito inquieto e contestador que fazem dele um militante em estado puro.

As imagens que compõem a série Fluxos constituem a narrativa de um cronista decidido a registrar as brutais alterações no cenário urbano do Rio de Janeiro, por ocasião de dois megaeventos esportivos que a cidade sediou em 2014 e 2016, respectivamente a Copa do Mundo e as Olimpíadas, ambos concebidos com a promessa de legados sociais que acabaram por se traduzir em ocupação militar e remoções forçadas. É difícil descrever em palavras os relatos que tais fluxografias nos revelam, mas a mensagem está lá por inteiro, em sintonia com os protocolos ficcionais propostos por Umberto Eco em Seis passeios sobre os bosques da ficção (Companhia das Letras, 1994). O problema com o mundo visível, alerta Eco, é que “desde o começo dos tempos os seres humanos vêm se perguntando se há uma mensagem e, em havendo, se essa mensagem faz sentido. Com os universos ficcionais sabemos sem dúvida que têm uma mensagem e que uma entidade autoral está por trás deles como um criador e dentro deles como um conjunto de instruções de leitura”. Acho que essa pode ser uma boa chave para termos acesso aos códigos de leitura que regem o universo autoral de Luiz Baltar.

Dante Gastaldoni

Essa foto jamais poderá ser usada para ofender a imagem do fotografado, atentar contra sua honra e dignidade. Seu uso destina-se a fins jornalísticos, informativos, educativos, artísticos e em campanhas humanitárias. Proibida a utilização sem autorização do autor (Lei 9610 de 98). Para usa-la, entre em contato com lbaltar@gmail.com. Essa foto está resguardada por direitos autorais.

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Luiz Baltar

Luiz Baltar

O fotógrafo documentarista e artista visual Luiz Baltar iniciou seu percurso no Rio de Janeiro, em 2009, com um olhar voltado para o cotidiano, os processos de remoções forçadas e as ocupações militares em favelas e comunidades. Desde então, território, cultura e o direito à cidade se estabeleceram como eixos centrais de sua produção, com particular interesse em temas como mobilidade urbana, violência policial e direito à moradia. Formado em Gravura e mestre em Linguagens Visuais pela UFRJ, Baltar alia sua formação acadêmica à prática ativista da fotografia. Ele acredita no usa das imagem como uma forma de expressão crítica, buscando estabelecer um diálogo direto entre a fotografia e as questões sociais urbanas. Seu trabalho já integrou importantes iniciativas como o Programa Imagens do Povo nas favela da Maré, o coletivo Favela em Foco e atualmente faz parte do coletivo Fotografia, Periferia e Memória. Colaborou com publicações impressas e eletrônicas, no Brasil e no exterior, com foco em documentação e artigos sobre direitos humanos. As obras de Luiz Baltar compõem coleções de destaque, incluindo o Museu de Arte Moderna (MAM/RJ), o Museu de Arte do Rio (MAR), a Maison Européene de la Photographie (França) e a Biblioteca Nacional da França. Realizou exposições individuais e participou de coletivas em centros culturais, museus e eventos de arte de prestígio, como o MAR, MAM/RJ, Paço Imperial, MIS/SP e o Festival #Lille 3000 na França.

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