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Tapajós em Travessia

A analogia se constrói nesse encontro: as senhoras e o rio compartilham um mesmo destino, ambos sustentam vidas

Tapajós em Travessia

Hemanuella Karolyne Moura VieiraPorHemanuella Karolyne Moura Vieira
3 de abril de 2026
em Ensaio

Selecionado no Prêmio Portfólio FotoDoc 2026

No fluxo do Rio Tapajós, são elas que conduzem o tempo.

Mulheres, mestras, senhoras, corpos que aprenderam com a água a persistir. Remam não apenas para atravessar, mas para sustentar a vida que pulsa entre uma margem e outra. Nas fotografias em preto e branco, o gesto se torna memória. Braços que avançam firmes, marcados pelo cotidiano, desenham no rio uma escrita silenciosa. Cada remada é saber ancestral, transmitido sem palavras, inscrito no movimento repetido, preciso, necessário. São guardiãs de um ritmo que não se apressa. Seus rostos, às vezes ocultos pela luz ou pela distância, não apagam sua presença ao contrário, ampliam sua força. Elas são muitas e são uma só: figura coletiva que atravessa gerações.

Assim, as mulheres que remam hoje não estão apenas atravessando o Tapajós. Elas são, em si, a própria travessia de um tempo que talvez não exista mais. E suas imagens, capturadas na fotografia, tornam-se testemunho de um instante em que ainda havia água, ainda havia gesto, ainda havia vida correndo entre as margens.

Imaginar um futuro sem essas mulheres remando é imaginar um silêncio maior. Mas imaginar um futuro sem o rio é perder o próprio chão da existência que elas conhecem
Um dia, talvez, não haja mais barcos.
Cada travessia, uma tentativa de manter vivo aquilo que insiste em desaparecer.
E então entenderemos: as mulheres que remavam eram também o próprio rio resistindo.
As fotografias guardam aquilo que escorre: o tempo, o gesto, a relação íntima entre gente e rio.

Inscreva-se no Prêmio Portfólio FotoDoc 2026

Hemanuella Karolyne Moura Vieira

Hemanuella Karolyne Moura Vieira

Hemanuella Karolyne Moura Vieira é licenciada em Artes Visuais pela Universidade Federal de Roraima (UFRR), pós-graduanda em Cultura e Literatura pela Faculdade Uni Aphaville (EAD) e mestranda em Antropologia Social pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFRR (PPGANT). Atua como professora de Arte efetiva pela Secretaria de Educação de Roraima (SEED-RR) e . Lecionou no ensino fundamental II e médio no SESC/RR entre 2021 e 2023 e como professora substituta do curso de Licenciatura em Artes Visuais da UFRR (20232025). Sua trajetória acadêmica e artística é marcada pelo envolvimento com práticas traslinguísticas que abrangem artes visuais, performance, teatro e audiovisual. Sua pesquisa foca nos processos culturais e suas transformações, com ênfase em história, memória, ancestralidade e nos modos de agenciamento social nas margens da estrutura, a partir de uma perspectiva amazônica e neomarginal.

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