Navegar na Amazônia não é apenas deslocar-se entre dois pontos; é vivenciar um tempo incerto. Este ensaio, nascido em uma embarcação que partiu do Igarapé das Pedrinhas, em Macapá, rumo ao Marajó, propõe um desvio do olhar. Deixei a imensidão da paisagem externa para mergulhar no cotidiano de quem faz das embarcações seu chão, nas longas jornadas sobre o rio.
O ensaio documenta a ocupação desse espaço e a adaptação humana em condições mínimas de conforto. As fotografias exploram o contraste entre o desconforto da viagem e o aconchego no balanço das redes, capturando a essência da vida no convés por ora transformado em casa temporária. O ensaio revela os viajantes na Amazônia como ela é: visceral, colorida, densa e desafiadora para quem utiliza o rio como sua principal estrada.














