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Faces do Quilombo

Alvaro VillelabyAlvaro Villela
15 de June de 2024
in Photo Essay

As comunidades quilombolas da Barra e do Bananal são duas pequenas localidades de descendentes de negros escravizados que fugiram de um navio negreiro naufragado na costa sul da Bahia. Desde o século XVII, essas comunidades vivem às margens do rio Brumado, no município de Rio de Contas, na Chapada Diamantina.

Como documentarista, meu objetivo sempre foi capturar as danças, o trabalho, o lazer e outras facetas da vida dessas comunidades. Contudo, ao tentar revelar a ligação das atuais comunidades quilombolas com sua cultura ancestral, percebi que essa ancestralidade está diluída em novos costumes, maneirismos e até religiões diferentes das de seus antecessores.

Diante desse quadro de quase apagamento da memória, encontrei na simplicidade do retrato uma forma de captar a essência da ancestralidade distante. Montamos um pequeno estúdio na casa de Dona Joanita, uma moradora local sempre sorridente. Usamos um pano preto como fundo, descontextualizando as pessoas e criando uma sensação de desaparecimento de si mesmas, aludindo à ancestralidade perdida.

Trabalhamos durante dois dias. No início, as pessoas mostraram resistência, mas após verem as fotos umas das outras, a emoção tomou conta do pequeno espaço que dividíamos com os móveis da sala. A tensão inicial deu lugar a risos e comentários sobre suas faces. Ao verem os primeiros resultados, algumas pessoas se surpreenderam com a própria imagem, sugerindo que não se olham ou se veem com frequência. Uma senhora negra de olhos claros, por exemplo, já tinha ouvido falar da cor dos seus olhos, mas não tinha certeza de como eles realmente eram.

Com uma identidade cultural bastante rarefeita, o que resta da própria ancestralidade para esse povo é a força de suas faces. Os retratos, apresentados aqui no formato de trípticos, combinam dois retratos de quilombolas com uma fotografia da comunidade entre eles. Essa estrutura sugere uma metáfora da luta e da cultura dessas pessoas, que tendem a desaparecer ou a se reinventar, restando apenas uma memória distante.

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Alvaro Villela

Alvaro Villela

Alvaro Villela, nasceu em Salvador/BA em 1960. Com exposições individuais e coletivas em importantes museus e centros culturais do país e do exterior, Alvaro, que teve a sua trajetória profissional inicialmente voltada para a fotografia publicitária, sempre buscou realizar uma fotografia mais autoral, explorando um território ocupado por coisas e pessoas que o inquietam e o fascinam. Assim, em 2004, nasceu o projeto Cuba dos Cubanos, que foi selecionado para o programa de arte visual itinerante do SESI-SP, e publicado no livro ”UM OLHAR SOBRE O MUNDO”, pela SESI-SP editora; A Natureza do Homem no Raso da Catarina, trabalho este que lhe rendeu o seu primeiro livro, considerado pela crítica especializada como um dos dez melhores livros de fotografia lançados em 2006 no Brasil, além de exposições homônimas em São Paulo, na Pinacoteca do estado de SP, Recife, Porto Alegre, Salvador, Aracaju, Rio de Janeiro, Brasília, New Orleans, Bratislava, além de coletivas em Portland, Seattle, San Francisco e Siegen(Alemanha). Continuando na mesma linha de pesquisa, Villela se debruça sobre as comunidades ribeirinhas do seu estado, trazendo o documental Fronteira das Águas, projeto que traça as relações de vida dos tipos humanos que povoam o entorno das águas. Desse projeto, surge o ensaio Faces, trabalho que problematiza o distanciamento das atuais comunidades quilombolas, em relação a matriz africana. Essa série foi selecionada para a exposição coletiva, PESO y LEVEDAD, com outros 14 fotógrafos latino-americanos, no Photo Espanha 2011, em Madrid. Em 2015 realizou individualmente FACES no Museu de Arte da Bahia (MAB), já em 2017, selecionado pelo edital do Espaço Furnas Cultural, realizou exposição individual do mesmo projeto. Em 2019, selecionado para o Festival de Arte de São Cristóvão, mais uma vez apresentou a individual FACES. Em 2021, através da Lei Aldir Blanc lança o e-book FACES, que pode ser baixado em: www.alvarovillela.com.br

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