Tangará da Serra é minha cidade natal, no interior de Mato Grosso.
A imagem foi feita em uma área de borda urbana, onde a estrada que contorna a cidade atravessa baixadas naturais.
Depois da abertura da via, partes do terreno passaram a permanecer alagadas. O solo encharcou e palmeiras adaptadas a áreas secas morreram de pé, permanecendo como marcas visíveis dessa alteração.
Ao redor há sítios, pastagens, armazéns, silos e áreas de extração de cascalho. Não é campo isolado nem área urbana consolidada, mas uma zona de expansão onde a infraestrutura modifica o território.
Os urubus ocupam os troncos que restam. A imagem não trata das aves, mas da permanência de uma paisagem já transformada.







