Vista de cima, a canoa vira desenho: triângulos vermelhos, azuis intensos, contorno amarelo cortando o verde profundo do rio banhado pelo mar. Forma e cor em estado bruto.
Mas essa cor não é só estética, é identidade. E esse simples objeto revela muito da gente, povo paraense. Ela fala da alegria através das cores, da canoa cuidada com toda a importância que merece. Porque ela não é só meio de transporte, é a possibilidade de sustento, de alimento.
Fala de um lugar em que o rio organiza a vida — e de uma cultura que não tem medo de cor, porque nasce cercada por ela.







