A presente obra é um projeto fotográfico, que faz parte de um fotolivro de mesmo nome, sobre a vivência íntima da autora com o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e a Tricotilomania. Através de autorretratos e metáforas visuais, a narrativa convida o espectador a mergulhar na mente e nos ciclos repetitivos de alguém que convive com os diagnósticos, sem ter a intenção de ilustrar todas as experiências existentes ou de representá-las como vítimas — mas sim de se entender como indivíduo paralelamente ao sofrimento causado, sempre com a esperança de uma melhora.
A Fita Vermelha, nome que surge a partir de um objeto de conforto em momentos de crise, é uma manifestação artística que transforma sentimentos confusos em uma obra que, não só abra espaço para transtornos pouco ou mal representados, mas para que também qualquer pessoa possa se ver ali e questionar quem somos quando uma doença não fala.














