Gente que vai. Gente que vem. Vê-se pessoas em busca de seus destinos. E a estrada é um meio que utilizam para chegar. Essa mesma estrada que é meio, maneira, recurso que conduz, é também recurso, maneira, meio de subsistir, de ganhar a vida, de comprar e vender.
Ouve-se vozes que chamam pelo vendedor – “Ôôôô!”, “Menino!”, “Meu amigo!”… – Ouve-se também vozes que chamam pelo comprador – “Minha senhora!”, “Meu senhor!”, “Patrão!”… E durante a rápida conversa a oferta é feita – “Um é tanto, 3 é tanto!” -, a contraoferta também – “Faz por tanto?”, “Se eu levar 2?”. Tudo rápido.
Barganha traz aos nossos olhos aquilo que vemos, mas não enxergamos. Nuances de um cotidiano simplório, mas tão evidente que paira desapercebido por conta de nossa pressa, angústia, desejo ou simplesmente desatenção.














