No pequeno distrito de Palma, em Caicó, Rio Grande do Norte, um antigo moinho de engenho de tijolos resiste ao tempo à beira de um açude que secou e hoje é apenas mato. Outrora o coração de uma comunidade que vivia da produção de cana-de-açúcar, o moinho é um símbolo do declínio de um modo de vida.
A vegetação que invade suas janelas arqueadas e o açude, agora um campo verde tomado pelo mato, refletem o envelhecimento e o desaparecimento de uma comunidade rural, cujos moradores, em sua maioria idosos, veem suas tradições se perderem. Este ensaio documenta as ruínas do moinho e a paisagem transformada de Palma, capturando a memória de um passado que definia a identidade da região e o impacto da seca sobre suas terras e pessoas.