Favelicidade é um projeto fotográfico de longa duração desenvolvido por Luiz Baltar desde 2009, que investiga as relações entre favela e cidade no Rio de Janeiro a partir da convivência, da escuta e da observação continuada do cotidiano dos territórios populares. O trabalho atravessa um período marcado por transformações urbanas significativas — incluindo políticas de remoção forçada, ocupações militares e reconfigurações espaciais associadas aos megaeventos — e propõe uma leitura crítica dessas mudanças a partir da experiência vivida por seus moradores.
Estruturado como documentação expandida e ensaio visual, o portfólio articula imagens em cores e em preto e branco, muitas delas concebidas como paisagens políticas e sociais no formato de panorâmicas que tensionam fronteiras entre centro e margem, visível e invisível, permanência e deslocamento. A série constrói uma cartografia visual da cidade, revelando as favelas como espaços ativos de produção cultural, memória e pertencimento. Ao longo dos anos, o projeto incorporou relatos e falas de moradores, ampliando sua dimensão narrativa e ética.
O Favelicidade já recebeu menção honrosa na categoria Nuestra Mirada no POY Latam 2019 e menção honrosa no Prix Photo de 2019, reconhecimentos internacionais que atestam a qualidade e ressonância do trabalho. Imagens do projeto também foram selecionadas por curadorias de exposições de grande relevância, como “Linguagens do Corpo Carioca”, “O Rio dos Navegantes”, “Casa Carioca”, “Crônicas Cariocas” e a mostra comemorativa dos 10 anos do Museu de Arte do Rio (MAR), além de integrarem exposições no Museu de Arte Moderna do Rio (MAM).
O projeto está presente em importantes acervos de fotografia e cultura visual no Brasil e no mundo, incluindo o Museu de Arte do Rio (MAR), o Museu de Arte Moderna do Rio (MAM), o Espaço Cultural Porto Seguro (São Paulo/SP), a Maison Européenne de la Photographie (Paris/França), a Pinacoteca de Sobral (CE), o Museu da Fotografia de Fortaleza (CE) e a Biblioteca Nacional da França.
Favelicidade afirma a fotografia como ferramenta de reflexão crítica e produção de conhecimento sensível sobre território, desigualdade e resistência. Ao questionar representações estigmatizadas e mostrar as favelas como parte constitutiva da identidade urbana, o portfólio consolida um corpo de trabalho coerente, contínuo e profundamente conectado à realidade social brasileira contemporânea.

Realizado uma vez por ano na baixada fluminense, em esquema de mutirão, é o maior evento de graffiti voluntário do país, esse ano tendo reunido mias de 400 artistas segundo a organização.
O MOF é um grande encontro de culturas, reunindo Graffiti, hip-hop, música, dança, etc como finalidade proporcionar para os moradores da comunidade da Vila Operária, Duque de Caxias, um espetáculo de cores e incentivando crianças e jovens.

Essa foto jamais poderá ser usada para ofender a imagem do fotografado, atentar contra sua honra e dignidade. Seu uso destina-se a fins jornalísticos, informativos, educativos, artísticos e em campanhas humanitárias. Proibida a utilização sem autorização do autor. Para usa-la, entre em contato com lbaltar@gmail.com. Essa foto está resguardada por direitos autorais. Rio de Janeiro 30/03/2014.

Ocupação militar no complexo do caju, Rio de Janeiro.
Implantação de UPP.

O Conjunto de Favelas do Muquiço em Guadalupe no carnaval se transforma em território livre dos Bate Bolas. Os quase 20 grupos dominan todas as ruas e fazem uma festa totalmente popular e independente.
Projeto Tem Morador
















