O tempo passa e atravessa as avenidas
Passo lento, sacola leve: quem viveu a lida sabe sempre os caminhos.
Marina Luna (1988) é fotógrafa, arquiteta e urbanista (UNICAMP, 2014) e mestre em história da arquitetura (USP, 2018). Começou a fotografar em 2008. Estudou fotografia e design na Libera Università di Bolzano, Itália (2012). Realizou as exposições individuais "Todo Italiano", no festival Hercule Florence, em Campinas (2012) e "Espaço Construído", Galeria Sede, Campinas (2013). Foi finalista do concurso Visualidade Nascente, com quatro obras participantes de exposição coletiva no MAC-USP (2017). Em 2019, elaborou seu primeiro fotolivro, “Por que Emma deseja um amante?”, em que questiona a tipologia construtiva neoclássica nas cidades brasileiras e dois anos depois, “Obras do meu avô”, em que aborda um incidente ocorrido com seu tio, quando este tinha sete anos, e busca invocar memórias familiares e construir, por meio da arquitetura, uma relação com o avô que não conheceu. Esse trabalhos lhe despertou interesse pela fotografia documental de família, campo em que trabalha atualmente, em paralelo com seu trabalho autoral.
Passo lento, sacola leve: quem viveu a lida sabe sempre os caminhos.
Antes da próxima corrida, o corpo vira rede: infância que cochila no ferro. O trabalho espera, os sonhos não.
O martim-pescador corta o espaço com precisão absoluta. Suspenso fora da paisagem, seu corpo se desenha contra o vazio...
Entre equipamentos, protocolos e espera, um gesto simples sustenta tudo. A imagem fala do cuidado como presença silenciosa.
Luz, fluxo e vertigem se entrelaçam numa miração capturada em longa exposição — tentativa de traduzir, em imagem, o...
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