{"id":306,"date":"2023-05-02T19:20:42","date_gmt":"2023-05-02T22:20:42","guid":{"rendered":"http:\/\/fotodoc.com.br\/?p=306"},"modified":"2023-06-16T04:36:21","modified_gmt":"2023-06-16T07:36:21","slug":"historias-do-cangaco-por-ricardo-beliel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fotodoc.com.br\/en\/entrevistas\/historias-do-cangaco-por-ricardo-beliel\/","title":{"rendered":"Ricardo Beliel: Hist\u00f3rias do canga\u00e7o"},"content":{"rendered":"<h4>O fot\u00f3grafo Ricardo Beliel est\u00e1 lan\u00e7ando pela Editora Olhares o livro <em>Mem\u00f3rias Sangradas: vida e morte nos tempos do canga\u00e7o<\/em>, que re\u00fane 125 imagens e conta a hist\u00f3ria de 43 personagens que tiveram suas vidas ligadas a esse fen\u00f4meno que dominou o interior de sete estados nordestinos entre os anos 1920 e 1940.<\/h4>\n<h4>Para esse projeto, Beliel fez nove longas viagens ao Nordeste, entre 2007 e 2019, e os entrevistados, em sua grande maioria pessoas quase centen\u00e1rias, s\u00e3o a mem\u00f3ria viva da \u00e9poca do canga\u00e7o. O livro tem 320 p\u00e1ginas e custa R$ 129 &#8211; <a href=\"https:\/\/editoraolhares.com.br\/produto\/memorias-sangradas-ricardo-beliel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mais detalhes no site da Editora Olhares<\/a>.<\/h4>\n<h4>Beliel deu uma entrevista com exclusividade \u00e0 Fotografe, contando um pouco sobre a g\u00eanese do livro e os desafios vividos por um fot\u00f3grafo documental no Brasil. Confira abaixo<\/h4>\n<div class=\"mceTemp\"><\/div>\n<figure id=\"attachment_307\" aria-describedby=\"caption-attachment-307\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-307 size-full\" src=\"http:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-001.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"1920\" srcset=\"https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-001.jpg 1280w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-001-600x900.jpg 600w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-001-200x300.jpg 200w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-001-683x1024.jpg 683w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-001-768x1152.jpg 768w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-001-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-001-750x1125.jpg 750w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-001-1140x1710.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-307\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ricardo Beliel<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_309\" aria-describedby=\"caption-attachment-309\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-309\" src=\"http:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-003.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-003.jpg 1920w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-003-600x400.jpg 600w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-003-300x200.jpg 300w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-003-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-003-768x512.jpg 768w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-003-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-003-750x500.jpg 750w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-003-1140x760.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-309\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ricardo Beliel<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_308\" aria-describedby=\"caption-attachment-308\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-308 size-full\" src=\"http:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-002.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-002.jpg 1920w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-002-600x400.jpg 600w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-002-300x200.jpg 300w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-002-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-002-768x512.jpg 768w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-002-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-002-750x500.jpg 750w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-002-1140x760.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-308\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ricardo Beliel<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Fotografe \u2013 O projeto que culminou com o lan\u00e7amento do livro foi desenvolvido entre 2007 e 2019, gostaria de saber como se originou esse projeto fotogr\u00e1fico. Qual foi a proposta inicial? Como ele se desenvolveu e se aprimorou ao longo desses anos?<\/strong><\/h4>\n<h4>O interesse pelo tema do canga\u00e7o me acompanha desde a inf\u00e2ncia. Minha m\u00e3e era professora de geografia e hist\u00f3ria e meu pai jornalista. Nossa casa era quase um pequeno centro cultural, repleta de livros, incluindo alguns sobre o canga\u00e7o ou temas hist\u00f3ricos nordestinos. Nos anos 1950 e 1960 o cinema nacional produziu diversos filmes em que a tem\u00e1tica do canga\u00e7o foi a protagonista e \u00edamos assisti-los com a mesma frequ\u00eancia com que nos delici\u00e1vamos com os livros de Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos, Rui Fac\u00f3, Melchiades Rocha e tantos outros. E, claro, a m\u00fasica de Luiz Gonzaga, Marin\u00eas e Jackson do Pandeiro com seus bai\u00f5es e xaxados foram uma trilha sonora potente para cultivar em mim um rico imagin\u00e1rio sobre a saga cangaceira.<\/h4>\n<p>Em 2007, j\u00e1 trabalhando no jornalismo h\u00e1 mais de 30 anos, fiz uma grande reportagem para uma revista europeia,\u00a0<strong>Geo<\/strong>, sobre o rio S\u00e3o Francisco, das nascentes mineiras ao seu encontro com o mar, e passando pela regi\u00e3o fronteiri\u00e7a entre Pernambuco, Bahia, Alagoas e Sergipe soube que ainda havia personagens da \u00e9poca do canga\u00e7o vivos e isso me despertou o interesse para retornar \u00e0quelas cidades, Piranhas, Paulo Afonso, Canind\u00e9 e Po\u00e7o Redondo, e fazer outra mat\u00e9ria, sobre a mem\u00f3ria social do canga\u00e7o. Assim que terminei a reportagem sobre o Velho Chico, regressei ao Rio, onde moro, editei as fotos e em dois dias estava de volta a Alagoas. Em Piranhas encontrei o sargento\u00a0<strong>Elias Marques<\/strong>\u00a0que havia participado do combate na\u00a0<strong>grota de Angico, onde morreram Lampi\u00e3o, Maria Bonita<\/strong>\u00a0e mais nove de seus cabras e um policial, e o coiteiro de cangaceiros Pedro de Tercila.<\/p>\n<p>Entrando no interior da Bahia, conheci\u00a0<strong>o irm\u00e3o de Maria Bonita, Ozeias<\/strong>, na mesma Malhada da Cai\u00e7ara onde viveram at\u00e9 a juventude, tamb\u00e9m<strong>\u00a0o ex-cangaceiro Z\u00e9 Gato<\/strong>, que vivia junto ao in\u00f3spito Raso da Catarina, ref\u00fagio preferido de Lampi\u00e3o na d\u00e9cada de 30, e mais outros cinco personagens dessa \u00e9poca que me alimentaram com suas \u00f3timas hist\u00f3rias. Publiquei essa mat\u00e9ria em diversas revistas, mas tive que me dedicar a outras reportagens e somente em\u00a0<strong>2015<\/strong>, com mais tempo para me dedicar a projetos de maior dura\u00e7\u00e3o, voltei a esse universo t\u00e3o particular,<strong>\u00a0acompanhado de minha mulher, a jornalista e escritora Luciana Nabuco<\/strong>, com o desejo de transformar toda essa busca num livro. Realizamos juntos<strong>\u00a0nove viagens, percorrendo onze mil quil\u00f4metros<\/strong>, pelos sert\u00f5es profundos de sete estados (Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Cear\u00e1, Para\u00edba e Rio Grande do Norte) onde encontramos 43 personagens contempor\u00e2neos a esses tempos do canga\u00e7o e o projeto do livro foi ganhando forma e conte\u00fado. Todos, embora pouco conhecidos do p\u00fablico, eram personagens de nossa hist\u00f3ria e a eles dediquei um trecho do livro:<\/p>\n<blockquote>\n<h4>\u201cQue prazer ouvir prosas e hist\u00f3rias de vidas desse sertaoz\u00e3o sem porteira. Que prazer h\u00e1 nas palavras, olhares e gestos daqueles que nos contam tantas hist\u00f3rias maravilhosas sem a arrog\u00e2ncia dos que acreditam saber mais que os outros. Esses sabem, sabendo de forma simples, as coisas essenciais de suas vidas. O cora\u00e7\u00e3o do sert\u00e3o nordestino, em cujas art\u00e9rias empoeiradas circula o sangue que mant\u00e9m a mem\u00f3ria viva desses tempos do canga\u00e7o, pulsa nas coisas simples, nas conversas de fim de tarde, nas hist\u00f3rias que se revelam por entre olhares e gestos de generosa sabedoria. O sert\u00e3o \u00e9 Deus e o Diabo, \u00e9 a degola do Brasil\u201d.<\/h4>\n<\/blockquote>\n<p>O conceito adotado para o ensaio fotogr\u00e1fico foi de\u00a0<strong>criar um di\u00e1logo entre texto e imagens<\/strong>, aproximando os relatos dessas pessoas com suas fisionomias, express\u00f5es, h\u00e1bitos, ambientes, espa\u00e7os de moradias, religiosidade, etc. Poucas tem um car\u00e1ter meramente ilustrativo e para a capa, contracapa e as duas imagens que acompanham o pref\u00e1cio e posf\u00e1cio \u00e9 que usei velhas fotografias dos grupos de cangaceiros feitas por Benjamin Abrah\u00e3o em 1936 misturando-as \u00e0 terra do sert\u00e3o criando uma simbiose tel\u00farica e hist\u00f3rica com essas imagens.<\/p>\n<figure id=\"attachment_310\" aria-describedby=\"caption-attachment-310\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-310\" src=\"http:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-004.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"1920\" srcset=\"https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-004.jpg 1280w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-004-600x900.jpg 600w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-004-200x300.jpg 200w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-004-683x1024.jpg 683w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-004-768x1152.jpg 768w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-004-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-004-750x1125.jpg 750w, 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Com qual equipamento costuma trabalhar, c\u00e2mera e lente, e por quais motivos?<\/strong><\/h4>\n<h4>Minha prioridade foi manter a espontaneidade dos encontros. Preservar o privil\u00e9gio do contato humano. O trabalho, para mim, \u00e9 a consequ\u00eancia desses momentos. O uso de um equipamento fotogr\u00e1fico, ou de filmagem, logo em um primeiro relacionamento poderia fazer com que as pessoas nos recebessem de outra forma.<\/h4>\n<p>A proposta de fotograf\u00e1-los deveria entrar em nossas conversas assim como as palavras e os gestos, espont\u00e2nea e sincera.<strong>\u00a0Em todos os momentos e para todos os personagens deixei sempre expl\u00edcito que estava ali fazendo uma reportagem para um livro e as fotografias acabavam sendo a consequ\u00eancia desses encontros, plenos de boas conversas, cumplicidade e mem\u00f3rias compartilhadas, ricas de experi\u00eancias de vidas<\/strong>. Por esse motivo procurei trabalhar com um equipamento mais reduzido, de forma discreta, sem parecer um invasor nesse mundo t\u00e3o peculiar do sert\u00e3o. Levava comigo uma c\u00e2mera 6D Canon, com as lentes 24-105, 80-200 e macro 100mm, e\u00a0<strong>um pequeno gravador de m\u00e3o<\/strong>, pois todas as entrevistas foram gravadas para preservar informa\u00e7\u00f5es detalhadas e, principalmente, a sem\u00e2ntica sertaneja na hora de transcrev\u00ea-las para o computador.<\/p>\n<p>N\u00e3o foram apenas as pessoas que nos surpreenderam com suas hist\u00f3rias.\u00a0<strong>Encontramos diversas fotografias bel\u00edssimas e raras feitas nos anos 1920 e 1930 por fot\u00f3grafos sertanejos<\/strong>, sendo que algumas in\u00e9ditas em publica\u00e7\u00f5es. As c\u00f3pias, que podem ser reconhecidas como vintages, com suas marcas do tempo, envelhecidas, s\u00e3o como seus propriet\u00e1rios,\u00a0<strong>sobreviventes dessa \u00e9poca, com rugas em seus rostos que nos contam hist\u00f3rias de outras \u00e9pocas<\/strong>. Sendo assim, tamb\u00e9m escrevi no livro quem foram esses fot\u00f3grafos, que equipamentos usaram e as circunst\u00e2ncias em que fizeram tais fotos. Algumas hil\u00e1rias, outras tr\u00e1gicas, mas sempre curiosas. S\u00e3o hist\u00f3rias de fot\u00f3grafos para quem ama fotografia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_314\" aria-describedby=\"caption-attachment-314\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-314\" src=\"http:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-010.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-010.jpg 1920w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-010-600x400.jpg 600w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-010-300x200.jpg 300w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-010-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-010-768x512.jpg 768w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-010-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-010-750x500.jpg 750w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-010-1140x760.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-314\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ricardo Beliel<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_316\" aria-describedby=\"caption-attachment-316\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-316\" src=\"http:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-015.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"1920\" srcset=\"https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-015.jpg 1280w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-015-600x900.jpg 600w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-015-200x300.jpg 200w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-015-683x1024.jpg 683w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-015-768x1152.jpg 768w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-015-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-015-750x1125.jpg 750w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-015-1140x1710.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-316\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ricardo Beliel<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_315\" aria-describedby=\"caption-attachment-315\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-315\" src=\"http:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-016.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-016.jpg 1920w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-016-600x400.jpg 600w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-016-300x200.jpg 300w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-016-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-016-768x512.jpg 768w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-016-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-016-750x500.jpg 750w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-016-1140x760.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-315\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ricardo Beliel<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Fotografe \u2013 No livro o texto tem grande import\u00e2ncia. Gostaria que voc\u00ea contasse um pouco sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o do texto e de que maneira voc\u00ea insere os relatos de pessoas entrevistadas, o que remete ao universo da tradi\u00e7\u00e3o oral. De que maneira o texto e as fotos se relacionam?<\/strong><\/h4>\n<h4>Ao longo de minha carreira de jornalista, como rep\u00f3rter fotogr\u00e1fico de 1976 a 1991 e, depois, produzindo, escrevendo e fotografando minhas pr\u00f3prias mat\u00e9rias de 1991 a 2014, sempre gostei de associar imagens e textos. Mesmo quando trabalhava em dupla com um rep\u00f3rter, essa combina\u00e7\u00e3o era, para mim, uma obsess\u00e3o. Fotografias contam hist\u00f3rias. Textos ati\u00e7am a imagina\u00e7\u00e3o. Juntos, tocam o cora\u00e7\u00e3o.<\/h4>\n<p>Nesse trabalho,\u00a0<strong>as entrevistas foram ajudando a construir o roteiro de um grande romance hist\u00f3rico<\/strong>. As experi\u00eancias pessoais, mesmo vividas em regi\u00f5es t\u00e3o distantes, acabavam se conectando umas \u00e0s outras, ajudando a ordenar as narrativas sobre fatos ocorridos h\u00e1 mais de 80 anos. O livro \u00e9 uma grande reportagem, em que conto na primeira pessoa a busca por esses personagens, situando-os no tempo presente,\u00a0<strong>como em um di\u00e1rio de viagem, mas recheado de hist\u00f3rias reveladas por quem as viveu e muita contextualiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica,<\/strong>\u00a0fruto de pesquisas em livros e em documentos guardados em institui\u00e7\u00f5es de pesquisas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_317\" aria-describedby=\"caption-attachment-317\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-317\" src=\"http:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-014.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-014.jpg 1920w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-014-600x400.jpg 600w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-014-300x200.jpg 300w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-014-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-014-768x512.jpg 768w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-014-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-014-750x500.jpg 750w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Livro-Memo\u0301rias-Sangradas-014-1140x760.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-317\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ricardo Beliel<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_318\" aria-describedby=\"caption-attachment-318\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-318\" src=\"http:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-017.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"1920\" srcset=\"https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-017.jpg 1280w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-017-600x900.jpg 600w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-017-200x300.jpg 200w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-017-683x1024.jpg 683w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-017-768x1152.jpg 768w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-017-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-017-750x1125.jpg 750w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-017-1140x1710.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-318\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ricardo Beliel<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Fotografe \u2013 Um dos grandes desafios da fotografia documental \u00e9 conseguir financiar os projetos de longo prazo. Como voc\u00ea fez para viabilizar o desenvolvimento desse projeto? O financiamento proveniente do programa Rumos Ita\u00fa Cultural foi apenas para a cria\u00e7\u00e3o do livro ou tamb\u00e9m foi usado na produ\u00e7\u00e3o de fotos?<\/strong><\/h4>\n<h4>No in\u00edcio, em 2007, eu estava envolvido em uma grande reportagem comissionada pela revista europ\u00e9ia Geo sobre o rio S\u00e3o Francisco e s\u00f3 depois \u00e9 que eu e minha mulher, Luciana Nabuco, realizamos diversas viagens aos sert\u00f5es de sete estados nordestinos com recursos pr\u00f3prios, misturados a outros projetos, mas j\u00e1 com o objetivo de realizar esse livro.<\/h4>\n<p>Durante esse tempo em que fizemos o trabalho de campo, eu n\u00e3o quis estar comprometido com prazos de entrega, limita\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias ou outras interfer\u00eancias no conte\u00fado e no processo de desenvolvimento do projeto.<strong>\u00a0Ao final, e com o apoio da editora Olhares, \u00e9 que o inscrevi no edital do Rumos Ita\u00fa Cultural que nos forneceu o valor equivalente para contratarmos a gr\u00e1fica Ipsis para ter uma impress\u00e3o de qualidade.<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_319\" aria-describedby=\"caption-attachment-319\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-319\" src=\"http:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-019.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-019.jpg 1920w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-019-600x400.jpg 600w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-019-300x200.jpg 300w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-019-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-019-768x512.jpg 768w, 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aria-describedby=\"caption-attachment-322\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-322\" src=\"http:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-026.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"1920\" srcset=\"https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-026.jpg 1280w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-026-600x900.jpg 600w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-026-200x300.jpg 200w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-026-683x1024.jpg 683w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-026-768x1152.jpg 768w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-026-1024x1536.jpg 1024w, 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Se sim, quais e por qual motivo?<\/strong><\/h4>\n<h4>Essencialmente Luciana Nabuco. Minha parceira de vida que me acompanhou em seis viagens aos sert\u00f5es, participando das entrevistas e pesquisas em institui\u00e7\u00f5es e bibliotecas, escrevendo o pref\u00e1cio e posf\u00e1cio, sugerindo t\u00edtulos e me incentivando com sua presen\u00e7a a cada momento.<\/h4>\n<p>O editor\u00a0<strong>Ot\u00e1vio Nazareth<\/strong>, da editora Olhares, e seu s\u00f3cio e designer\u00a0<strong>Daniel Brito<\/strong>, que deu o toque final no projeto gr\u00e1fico, e, claro, v\u00e1rios pesquisadores da hist\u00f3ria do canga\u00e7o, que ajudaram com informa\u00e7\u00f5es e indica\u00e7\u00f5es de personagens e lugares como\u00a0<strong>Luiz Ruben Bonfim em Paulo Afonso, Rob\u00e9rio Santos em Itabaiana, Marcos de Carmelita em Floresta, Adauto Silva em Alagoas, Ildebrando Gutemberg em \u00c1guas Belas, Aderbal Nogueira em Fortaleza, Rangel Alves da Costa em Po\u00e7o Redondo<\/strong>\u00a0e v\u00e1rios outros que se dedicam a pesquisar suas tradi\u00e7\u00f5es e origens sertanejas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_321\" aria-describedby=\"caption-attachment-321\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-321\" src=\"http:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-021.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"1920\" srcset=\"https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-021.jpg 1280w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-021-600x900.jpg 600w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-021-200x300.jpg 200w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-021-683x1024.jpg 683w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-021-768x1152.jpg 768w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-021-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-021-750x1125.jpg 750w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-021-1140x1710.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-321\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ricardo Beliel<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Fotografe \u2013 Voc\u00ea desenvolveu um trabalho em profundidade na Amaz\u00f4nia ao longo de v\u00e1rios anos e documentou a invas\u00e3o de terras ind\u00edgenas em decorr\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas herdadas da ditadura militar. Ainda fotografa naquela regi\u00e3o? Tem projetos de livro ou exposi\u00e7\u00e3o sobre a Amaz\u00f4nia? Como voc\u00ea tem visto os retrocessos recentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da floresta?<\/strong><\/h4>\n<h4>Fiz muitos trabalhos na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, principalmente entre os anos 1980 e in\u00edcio dos 2000, quando trabalhava para a revista Manchete, para o jornal O Estado de S\u00e3o Paulo, para uma ag\u00eancia francesa, GLMR &amp; Saga Images, e por \u00faltimo para o Greenpeace. Foi uma \u00e9poca muito marcante para mim, tanto pela diversidade de assuntos, quanto pela experi\u00eancia humana por ter vivido tudo isso.<\/h4>\n<p>Realizei in\u00fameras reportagens nos garimpos de\u00a0<strong>Serra Pelada e na regi\u00e3o do rio Tapaj\u00f3s, na rodovia Transamaz\u00f4nica<\/strong>, nas cidades fantasmas de\u00a0<strong>Fordl\u00e2ndia e Belterra<\/strong>, constru\u00eddas pelos americanos para extrair borracha nos anos 1920 e 30, sobre a extra\u00e7\u00e3o e com\u00e9rcio ilegal de madeira, o tr\u00e1fico de coca\u00edna entre Brasil, Col\u00f4mbia e Peru, os conflitos com a guerrilha colombiana das\u00a0<strong>Farcs<\/strong>, o desmatamento da floresta e a expans\u00e3o dos cultivos de soja, a constru\u00e7\u00e3o das hidrel\u00e9tricas e as barragens no\u00a0<strong>Xingu<\/strong>\u00a0e em\u00a0<strong>Balbina<\/strong>, a expedi\u00e7\u00e3o da frente de contato com os\u00a0<strong>\u00edndios isolados korubo no vale do Javari,<\/strong>\u00a0etc.<\/p>\n<blockquote>\n<h4>Atualmente tenho me dedicado a editar uma sele\u00e7\u00e3o de fotos da Transamaz\u00f4nica, feitas nos anos 80 e 90, que desejo transformar em livro. Como brasileiro me sinto comprometido a debater essa situa\u00e7\u00e3o, pois a t\u00e3o pol\u00eamica \u201cconquista da Amaz\u00f4nia\u201d est\u00e1 a repetir o mesmo processo de s\u00e9culos passados, como ocorreu no velho oeste norte-americano, mitificado pela cinematografia hollywoodiana, ou nas incurs\u00f5es dos bandeirantes paulistas matando \u00edndios nos sert\u00f5es selvagens em busca de ouro, pedras preciosas e escravos.<\/h4>\n<\/blockquote>\n<p>Agora s\u00e3o levas de colonos ga\u00fachos e paranaenses com suas pr\u00e1ticas predat\u00f3rias do bioma e das culturas regionais.\u00a0<strong>Garimpos informais, genoc\u00eddios de popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, polui\u00e7\u00e3o, desmatamento, viol\u00eancia urbana e rural, tr\u00e1fico internacional de drogas, machismo exacerbado e uma sociedade sem lei, em que pistoleiros e matadores de aluguel valem mais do que os xerifes de plant\u00e3o<\/strong>. O que podemos esperar em nossa t\u00e3o valiosa Amaz\u00f4nia? Certamente que o cerne dessa crise n\u00e3o se trata apenas de desmatamento, mas de um projeto ca\u00f3tico de pa\u00eds. \u00c9 imposs\u00edvel, ou no m\u00ednimo, irrespons\u00e1vel estar indiferente a essa realidade que afeta a todos n\u00f3s.<\/p>\n<figure id=\"attachment_323\" aria-describedby=\"caption-attachment-323\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-323\" src=\"http:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-028.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"1920\" srcset=\"https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-028.jpg 1280w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-028-600x900.jpg 600w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-028-200x300.jpg 200w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-028-683x1024.jpg 683w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-028-768x1152.jpg 768w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-028-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-028-750x1125.jpg 750w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-028-1140x1710.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-323\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ricardo Beliel<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_325\" aria-describedby=\"caption-attachment-325\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-325\" src=\"http:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-030.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-030.jpg 1920w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-030-600x400.jpg 600w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-030-300x200.jpg 300w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-030-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-030-768x512.jpg 768w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-030-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-030-750x500.jpg 750w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-030-1140x760.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-325\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ricardo Beliel<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_324\" aria-describedby=\"caption-attachment-324\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-324\" src=\"http:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-029.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"1920\" srcset=\"https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-029.jpg 1280w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-029-600x900.jpg 600w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-029-200x300.jpg 200w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-029-683x1024.jpg 683w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-029-768x1152.jpg 768w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-029-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-029-750x1125.jpg 750w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-029-1140x1710.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-324\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ricardo Beliel<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Fotografe \u2013 Voc\u00ea teve uma longa carreira em reda\u00e7\u00f5es e conseguiu desenvolver projetos autorais em paralelo ao dia a dia do fotojornalismo. Como voc\u00ea v\u00ea o cen\u00e1rio do fotojornalismo atualmente no Brasil, com o enxugamento das reda\u00e7\u00f5es e a crise da m\u00eddia impressa?<\/strong><\/h4>\n<h4>O jornalismo est\u00e1 inserido na crise e nas transforma\u00e7\u00f5es da contemporaneidade. N\u00e3o d\u00e1 para pensar e fazer jornalismo como h\u00e1 d\u00e9cadas passadas. O desafio que n\u00f3s jornalistas enfrentamos n\u00e3o \u00e9 apenas de fortalecer nossa credibilidade com boas informa\u00e7\u00f5es, estamos tamb\u00e9m precisando recuperar a confian\u00e7a na imprensa. Se por um lado convivemos cada vez mais com estrat\u00e9gias pol\u00edticas, em todo o mundo, que se beneficiam de uma incapacidade cr\u00edtica da popula\u00e7\u00e3o, jogando tanto a ci\u00eancia como os fatos num balaio de incertezas, a imprensa tamb\u00e9m tem perdido sua aura de idoneidade e reconhecimento como o quarto poder da sociedade.<\/h4>\n<p>O\u00a0<em>mainstream<\/em>\u00a0das comunica\u00e7\u00f5es, nas m\u00e3os de grandes corpora\u00e7\u00f5es comandadas por cl\u00e3s familiares ou poderosos grupos econ\u00f4micos, investindo cada vez mais num jornalismo de espet\u00e1culo, em que a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 mera mercadoria, tem ajudado na perda da reputa\u00e7\u00e3o dos meios jornal\u00edsticos mais tradicionais.<\/p>\n<blockquote>\n<h4>Esperar que os as grandes corpora\u00e7\u00f5es midi\u00e1ticas, tenham essa responsabilidade \u00e9 um tanto fora da realidade. O lucro e os interesses das elites econ\u00f4micas, em qualquer pa\u00eds, est\u00e3o acima de posturas respons\u00e1veis, numa perspectiva hol\u00edstica, com a qualidade de vida de grande parte da popula\u00e7\u00e3o do planeta. Portanto, creio que essa compet\u00eancia recaia sobre os profissionais de imprensa.<\/h4>\n<\/blockquote>\n<p>Assim como no per\u00edodo ditatorial no Brasil, entre 1964 e 1985, enquanto as empresas jornal\u00edsticas faziam o jogo do poder, apoiando o regime, coube aos jornalistas exercerem um papel fundamental na redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. N\u00f3s jornalistas temos uma fun\u00e7\u00e3o social, n\u00e3o podemos estar atrelados a interesses patronais e dos departamentos comerciais de empresas.<\/p>\n<p>Acredito na capacidade individual de muitos jornalistas, assim como fico triste em ver, ao contr\u00e1rio desses, tantos outros subjugados a uma mediocridade \u00e9tica, cultural e pol\u00edtica, fazendo o jogo de um mercado perverso e, muitas vezes, desumano.\u00a0<strong>O presente e o futuro ainda s\u00e3o um enigma. A expans\u00e3o e desenvolvimento de novas tecnologias abrem portas e janelas para uma infinidade de novas m\u00eddias e nesse espa\u00e7o surgem jovens talentos com trabalhos muito bons, assim como solu\u00e7\u00f5es para a difus\u00e3o dessa produ\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_327\" aria-describedby=\"caption-attachment-327\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-327\" src=\"http:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-033-750x500-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-033-750x500-1.jpg 750w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-033-750x500-1-600x400.jpg 600w, https:\/\/fotodoc.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/BLivro-Memo\u0301rias-Sangradas-033-750x500-1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-327\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ricardo Beliel<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Fotografe \u2013 Voc\u00ea tem acompanhado a fotografia documental brasileira? Quais trabalhos t\u00eam chamado sua aten\u00e7\u00e3o recentemente e por quais motivos?<\/strong><\/h4>\n<h4>H\u00e1 muita gente boa produzindo coisas \u00f3timas, mas vou destacar tr\u00eas que admiro, entre tantos outros. Luiz Baltar e Rat\u00e3o Diniz, dois jovens fot\u00f3grafos formados na Escola de Fot\u00f3grafos Populares na favela da Mar\u00e9. Ambos, com linguagens bem diferentes e muito pessoais, interpretam o cotidiano do Rio de Janeiro com olhares cr\u00edticos, mas plenos de afeto por sua gente e espa\u00e7os de vida. E tamb\u00e9m o Adenor Gondim, um baiano n\u00e3o t\u00e3o jovem, que faz um trabalho magn\u00edfico documentando as festas e costumes populares de sua terra.<\/h4>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m o\u00a0<strong>Fabio Teixeira,<\/strong>\u00a0o\u00a0<strong>Alex Ribeiro<\/strong>, a\u00a0<strong>Valda Nogueira<\/strong>, a\u00a0<strong>Ana Carolina Fernandes<\/strong>, o\u00a0<strong>Guy Veloso,<\/strong>\u00a0o\u00a0<strong>Marcio Vasconcellos<\/strong>\u00a0e muitos outros. A fotografia feita no Brasil \u00e9 muito boa.<\/p>\n<h4><strong>Fotografe \u2013 Quais dicas voc\u00ea daria a quem est\u00e1 come\u00e7ando e quer se especializar na fotografia documental?<\/strong><\/h4>\n<h4>Costumam dizer que a fotografia \u00e9 a \u201cjanela da alma\u201d, eu prefiro afirmar que \u00e9 o \u201cespelho da alma\u201d porque reflete muito mais quem somos do que o que vemos. Ao fotografar dirigimos nosso olhar para o mundo que nos rodeia, assim como um dramaturgo ao escolher os personagens, o cen\u00e1rio, a a\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica e o conceito do que queremos exprimir. Fotografia \u00e9 um teatro parado no tempo.<\/h4>\n<blockquote>\n<h4>Quanto mais autoral, melhor ser\u00e1 seu trabalho. Quando eu estava fazendo esse livro, Mem\u00f3rias Sangradas, ao entrevistar um ex-cangaceiro, Z\u00e9 Gato, perguntei sobre Lampi\u00e3o, ele me fuzilou com o olhar, por entre as rugas de seus noventa e dois anos, e sua admira\u00e7\u00e3o pelo chefe escapou em poucas palavras que cortaram seu profundo sil\u00eancio interior: \u201cEra um homem que cabia um abismo dentro de si\u201d. Acho que todos n\u00f3s temos um abismo a ser descoberto dentro de n\u00f3s, e a fotografia pode nos ajudar nessa busca.<\/h4>\n<\/blockquote>\n<h4><a href=\"https:\/\/editoraolhares.com.br\/produto\/memorias-sangradas-ricardo-beliel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui para mais detalhes sobre o livro\u00a0<em>Mem\u00f3rias Sangradas: vida e morte nos tempos do canga\u00e7o<\/em>, do fot\u00f3grafo Ricardo Beliel no site da Editora Olhares<\/a><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fot\u00f3grafo Ricardo Beliel est\u00e1 lan\u00e7ando pela Editora Olhares o livro Mem\u00f3rias Sangradas: vida e morte nos tempos do canga\u00e7o, que re\u00fane 125 imagens e conta a hist\u00f3ria de 43 personagens que tiveram suas vidas ligadas a esse fen\u00f4meno que dominou o interior de sete estados nordestinos entre os anos 1920 e 1940. 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