As fotografias formam um ensaio sobre a relação entre controle e espaço. O concreto, o arame, a teia, as grades e o cipó coexistem numa mesma narrativa silenciosa sobre os limites que o homem impõe ao espaço e sobre o que escapa a eles.
O ensaio é construído sobre texturas. A rugosidade do concreto envelhecido, as marcas do tempo nas superfícies, a frieza metálica do arame farpado e a umidade orgânica das folhagens que avançam sobre a madeira compõem um vocabulário visual coeso. O preto e branco retira da cena qualquer distração cromática e força o olhar a pousar sobre a matéria, sobre o peso das coisas.












