Este ensaio fotográfico explora a Marujada de Bragança (PA) como uma experiência sensorial e ritual, onde o movimento do corpo se transforma em uma memória viva. As imagens não visam a nitidez do instante isolado, mas sim a continuidade do gesto, do ritmo e da fé que perpassam a dança, unindo os participantes em um único fluxo.
O uso de baixa velocidade captura visualmente o pulsar da Marujada: saias girando, chapéus em repetição, cores vibrantes — onde o azul e o vermelho tem significados ligados a momentos específicos da celebração em homenagem à São Benedito, o santo preto. O ritual das danças, revelam a força de uma tradição que não é apenas observada, mas sentida, vivida e transmitida pelo corpo.
Mais do que registrar uma manifestação popular, o ensaio oferece uma interpretação poética da Marujada como um espaço de pertencimento, resistência cultural e continuidade ancestral, onde tempo, fé e movimento se entrelaçam em uma dança que atravessa gerações.














