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Cotidiano Ribeirinho – Região Insular de Belém do Pará – Brasil

Ano 2025 – Imagem retratando a moradia e as roupas estendidas para secar, hábito ribeirinho

Cotidiano Ribeirinho – Região Insular de Belém do Pará – Brasil

CalandriniPorCalandrini
5 de abril de 2026
em Ensaio

Selecionado no Prêmio Portfólio FotoDoc 2026

Este Ensaio é resultado de uma pesquisa fotográfica de longo prazo realizada entre 2015 e 2026 nas ilhas do Combu e Murucutu, áreas de proteção ambiental na região insular de Belém do Pará. A curta distância geográfica em relação ao centro urbano contrasta com a permanência de modos de vida profundamente organizados pelo rio, que atua simultaneamente como via de deslocamento, espaço doméstico, local de trabalho e território simbólico.

Os ribeirinhos das ilhas do Combu e Murucutu, têm sua subsistência fortemente ligada aos recursos naturais dos rios e da floresta. Entre os principais meios de vida estão o extrativismo vegetal, com destaque para a coleta do açaí, cacau e outras frutas amazônicas, além da pesca artesanal, agricultura de pequena escala, realizada em áreas de terra firme ou várzea com o cultivo de mandioca, hortaliças e frutíferas que garantem alimento e renda para as famílias. Mais recentemente, o turismo de base comunitária, especialmente na Ilha do Combu, passou a contribuir para a economia local, promovendo a valorização dos saberes tradicionais e da cultura ribeirinha.

Atravessar o rio é atravessar uma fronteira. Não apenas física, mas cultural e temporal. Mesmo sob a proximidade da cidade, essas comunidades mantêm práticas que resistem às lógicas aceleradas do urbano contemporâneo, ainda que não estejam isoladas dele. O celular, o turismo de base comunitária, a comercialização do açaí e a dependência dos serviços urbanos principalmente saúde e educação introduzem novas dinâmicas que coexistem — nem sempre de forma harmônica — com tradições ancestrais.

As imagens não buscam idealizar o modo de vida ribeirinho nem apresentá lo como vestígio do passado. Ao contrário, revelam uma cultura viva, adaptável e em constante negociação com as pressões externas que se intensificam sobre o território amazônico. As palafitas, os barcos, as passarelas e os corpos em deslocamento evidenciam uma arquitetura da sobrevivência construída pela experiência, pela repetição e pela necessidade.

O ensaio propõe uma reflexão sobre permanência e transformação: até que ponto esses modos de vida seguem existindo como escolha, e em que momento passam a ser condicionados por forças externas — econômicas, ambientais e urbanas? O rio permanece como rua, mas também como limite; como possibilidade de autonomia e, ao mesmo tempo, como espaço de vulnerabilidade.

Ao manter uma postura observacional e ética, este trabalho se constrói como um exercício de escuta visual, interessado menos em responder do que em sustentar perguntas. As imagens apontam para uma coexistência silenciosa entre tradição e contemporaneidade, revelando tensões sutis que atravessam o cotidiano ribeirinho e colocam em debate o futuro desses territórios à margem — e em diálogo constante — com a cidade.

A sequência fotográfica vai desde tradicional forma de deslocamento dos Ribeirinhos Amazônicos, onde o rio é a estrada, uma simples embarcação, carregando pessoas e histórias, contrastando com a Cidade ao fundo, passando pelas Palafitas com objetos pessoais expostos, o povo ribeirinho e seu cotidiano, a venda do fruto do açaí colhido nas Ilhas e pôr fim a visão que se tem da cidade.

Ano 2026 – tradicional forma de deslocamento dos Ribeirinhos, onde o rio é a estrada, uma simples embarcação, carregando pessoas e histórias, contrastando com a Cidade ao fundo, sugerindo uma reflexão sobre mobilidade, identidade cultural e os impactos da expansão urbana.
Ano 2025 – Arquitetura da típica habitação ribeirinha a Palafita.
Ano 2025 – Esse rio é rua e modo de vida.
Ano 2025 – O aceno da criança ao ver o movimento dos que passam pelo rio, exato momento em que eu fotografava de dentro de uma embarcação, tudo para eles parece novidade.
Ano 2015 – Ribeirinho se deslocando até a cidade para venda do fruto do açaí.
Ano 2025 – Doca de embarcações da Feira do Açaí, ponto de venda do fruto.
Ano 2023 – Retorno de uma família ao fim do dia, onde muitas das vezes se deslocou a cidade em busca de escola, alimento ou de saúde,,,,!

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Calandrini

Calandrini

Alexandre Calandrini, nascido em 1972, Engenheiro Civil pela Universidade Federal do Pará e Fotógrafo, reside em Belém do Pará, Brasil, atuando na fotografia desde 2014. Registrando um pedaço da Amazônia a " Amazônia Paraense", fotografando sua paisagem, fauna, flora e cotidiano de seu povo, Tendo sido selecionado em concursos de fotografia, como: Brasília Photo Show página de perfil 2020,2021,2022 e 2023, Instituto Roland Barthes, Exposição Fotográfica no Projeto “Circular Belém-PA” 2014, Exposição Coletiva EURARTS, realizada na galeria de arte Galleryspt em Portugal no ano de 2022, Habilitado ao Edital Novos Contemporâneos 2023 da Fundação Cultural do Pará, Menção Honrosa na Exposição da 3 a Mostra Cultural do Banco da Amazônia 2023 intitulada “ A Diversidade dos Povos Amazônicos”, Exposição Fotográfica no Projeto “Circular Belém-PA”, no Espaço Cultural do Banco da Amazônia em agosto de 2023, Primeiro Lugar na Exposição da 4 a Mostra Cultural do Banco da Amazônia 2024 intitulada “ Mulher: Diversidade que Transforma” e Exposição Fotográfica no Projeto “Circular Belém-PA” , no Espaço Cultural do Banco da Amazônia em agosto de 2024, Selecionado no Prêmio FotoDoc 2025, Obra selecionada para Exposição da VEMSAC Paris 2026.

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