Em Maceió, entre maré e recife, seguem ativos os curralistas — pescadores que montam currais, armadilhas de estacas e redes guiadas pela corrente. Saber ancestral de matriz indígena, africana e lusa, ele sempre sustentou famílias em Alagoas. Hoje enfrenta o avanço urbano e do turismo, poluição, custos de material, lacunas de licenciamento e eventos climáticos. O ensaio registra o trabalho invisível — mãos, nós, remendos — e a transmissão do ofício. “Os curralistas” pede reconhecimento e políticas que garantam futuro a esse patrimônio vivo.

O ofício passa de pai para filho: manter o curral em pé é tão importante quanto pescar.

O labor silencioso que quase ninguém vê: manter o sistema vivo.

O gesto diário que alinha madeira, corda e destino.

Mão curtida de sol e sal fixa o curral: resistência em estado de gesto.

Técnica antiga, precisão de artesão nas pontas dos dedos.

A partilha sela o trabalho coletivo no curral.







