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Kota Kahuana

Copacabana, Bolívia - Janeiro de 2025

Kota Kahuana

Juliana LacerdaPorJuliana Lacerda
23 de junho de 2025
em Ensaio

Selecionado no Prêmio Portfólio FotoDoc 2025

Estive em Copacabana — nome que, no dialeto Aymara, significa Kota Kahuana, “Vista do Lago”. Durante minha passagem por essa cidade boliviana, pude registrar e me aprofundar na história e no significado cultural que Copacabana e o Lago Titicaca carregam.

Berço da civilização andina, o Lago Titicaca é considerado o local de origem do Império Inca. Geograficamente, é o lago navegável mais alto do mundo. Mas sua verdadeira grandeza repousa na densidade simbólica que carrega — rastros de uma memória viva, cultura ancestral e resistência moldada pelo tempo.

Segundo a tradição local, foi das águas do Titicaca que emergiu Wiracocha, o deus criador, responsável por dar origem ao sol, à lua, às estrelas e à própria humanidade. Essa narrativa fundadora ecoa nas margens do lago como um canto antigo, reforçando seu caráter sagrado para os povos originários. Muito além de um recurso natural, o Titicaca é um ventre mítico, um lugar onde o mundo nasceu. A presença simbólica de Wiracocha ainda respira nas práticas espirituais, nos rituais e nas histórias sussurradas pelos anciãos. É a identidade que resiste, esculpida em cada margem, em cada pedra, em cada reza.

Copacabana é cercada por uma imensidão azul que oferece mais do que água e alimento: oferece pertencimento. Por trás do turismo abundante, há uma história contada pelo próprio povo, uma herança que persiste, apesar dos silenciamentos impostos pela colonização espanhola. As comunidades indígenas que vivem às margens do lago mantêm vivas suas tradições — num gesto diário de existência e resistência.

Ali, os saberes ancestrais não cabem em livros. Eles habitam os corpos, os gestos, os ritos e as narrativas. A memória oral — que atravessa gerações de avós a netos — sustenta a cultura andina e garante sua continuidade. Uma troca que dispensa a pressa do olhar ocidental: é preciso escutar com o coração atento.

Mas o alcance do Lago Titicaca vai além das suas águas visíveis. Ele é raiz e sopro em toda a região andina boliviana. Sua influência atravessa montanhas e altiplanos, reverberando na vida de povos tradicionais espalhados por diferentes territórios do país. O lago é espelho e guia, memória coletiva que pulsa nas feiras, nas festas, nas rezas, nas mãos que semeiam e colhem, nos corpos que dançam, nas vozes que narram. O Titicaca é um elo invisível que costura, com delicadeza e força, as práticas, os saberes e as vivências que resistem e se reinventam a cada geração.

O Titicaca não é apenas um lugar. É um símbolo de permanência. Suas águas seguem navegáveis, preservadas por aqueles que nelas nasceram. Onde um povo surgiu, permanece viva sua memória — refletida nas águas que, até hoje, sustentam sua história.

A história de um povo que nunca deixou de resistir. Kota Kahuana é mais do que paisagem: é permanência. É sopro de origem. É espelho de memória.

Copacabana, Bolívia – Janeiro de 2025
La Paz: Cerimônia de Ilha Pacha, Bolívia – Dezembro de 2024
CusiCusi, Bolívia – Novembro de 2024
Copacabana, Bolívia – Janeiro de 2025
CusiCusi, Bolívia – Novembro de 2024
ToroToro, Bolívia – Novembro de 2024
Copacabana, Bolívia – Janeiro de 2025

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Juliana Lacerda

Juliana Lacerda

Iniciei meu percurso na fotografia há um ano, guiada pelo desejo de capturar a poesia contida nos detalhes do cotidiano. Entre caminhadas e escutas atentas, atravesso lugares onde a humanidade se revela em silêncio, luz e presença. Cada clique é um traço de memória — uma forma de escrever com a imagem aquilo que o tempo não pode apagar.

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