O intervalo investiga um tempo suspenso: entre presença e ausência, ação e espera. O ensaio se constrói a partir de paisagens e vestígios onde a experiência não se resolve em acontecimento.
Objetos deslocados, fragmentos naturais e figuras mínimas surgem como sinais de permanência provisória. Nada se afirma plenamente; tudo permanece em latência.
As imagens organizam-se em ritmo: aproximações, pausas, reaparições.
Mais do que representar um lugar, O Intervalo propõe um estado: um espaço entre o que foi e o que ainda não se tornou, onde o olhar não avança. Permanece.














