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Provas Materiais das Passagens

Provas Materiais das Passagens

Júlia MilwardPorJúlia Milward
21 de julho de 2024
em Ensaio

Finalista no Prêmio Portfólio FotoDoc 2024

Como representar um lugar que foi usado para fazer desaparecer os inimigos do Estado? Como pensar a paisagem a partir do que ela encobre? Visto do espaço, o Deserto do Atacama é uma mancha marrom no mapa. A ausência de umidade aproxima o céu da Terra, dando a impressão de que se esticarmos os braços conseguimos tocar as estrelas.

O clima árido da terra castigada e impregnada de sal faz com que restos humanos se mumifiquem e os objetos permaneçam. Esse lugar de mistérios terrenos e celestes está pleno de evidências do passado: peixes moluscos petrificados, minerais enterrados, corpos despedaçados e preservados como pedras.

Fui ao Atacama atrás de algo que pudesse representar ou fazer ver algo que fizesse recordar as vítimas políticas do Governo Pinochet, que usou o deserto para esconder as atrocidades cometidas contra aqueles que se opunham ao sistema ditatorial implementado com apoio da CIA. A cidade mineradora e fantasma Chacabuco foi usada como campo de concentração, lugar esse que já trazia desde sua fundação os abusos do sistema de industrialização do século XIX. Quis inventar uma memória para recordar aquilo que não pôde ser visto. Recupero os índices encontrados no território compondo uma cartografia edificada pela conjunção entre os passos próprios e dos desaparecidos. Assim, no vagar, atravessar o espaço através do aparato fotográfico, seguindo passadas alheias, arrancar do território as coisas mais ou menos vistas e propor uma narrativa para recordar aqueles foram forçados a partir antes.

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Júlia Milward

Júlia Milward

Fotógrafa-artista-pesquisadora-educadora. Parte da noção de reprodução/cópia, inerente ao dispositivo fotográfico, para compor uma poética da repetição, que estabelece um diálogo entre história da fotografia, micro-história e memória coletiva. Doutora em Artes Visuais pela Universidade de Brasília [2021]. Mestra em Artes Visuais pela UnB [2014] e em Fotografia Contemporânea pela École Nationale Supérieure de la Photographie [2011]. Bacharel em Artes Plásticas (opção Fotografia) pela Université Paris VIII [2008] e em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora [2007]. Expôs coletivamente 84 vezes em 6 países diferentes [Brasil, França, China, Canadá; Itália; Portugal]. Individualmente 9 vezes. Participou de 19 publicações e 5 residências artísticas. Ganhou 7 prêmios [Arca-Suiss + Transborda + Funarte + 15o Salão de Arte Contemporânea de Guarulhos + Prêmio X do Diário Contemporâneo + PH Museum Prize + Prix Centro Foto Copa/AF] e foi indicada para o Prêmio Pipa [2016].

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