Este ensaio integra Sui Generis – narrativas trans não binárias, fotolivro que nasce do encontro entre arte, identidade e escuta — um gesto de tornar visível aquilo que, por muito tempo, foi mantido à margem.
Inspirado por atravessamentos entre literatura, fotografia e experiência vivida, o projeto se constrói como território de expressão e desestigmatização, onde corpo, gênero e memória deixam de ser enquadrados para, enfim, existir em sua complexidade.
Este capítulo é sobre Quin Roque.
Nascido em Jundiaí e em constante trânsito entre mundos, Quin encontra na dança uma linguagem de continuidade — entre infância e presente, entre o sagrado e o contemporâneo. Das vivências no candomblé às referências do tribal fusion, seu corpo carrega vestígios, mistura tempos e traduz aquilo que não se fixa.
Como os orixás que atravessam os gêneros, Quin não se define — se move.
E é nesse fluxo que este ensaio se inscreve: como registro, mas também como afirmação.












