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Uga Uga, Há Há – Da Lama ao Bloco

O Bloco da Lama, com 40 anos de idade, é algo único e extraordinário que acontece em Paraty, RJ. No sábado de carnaval, seus componentes banham-se na lama da Praia do Jabaquara e saem pela cidade para brincar o carnaval.

Uga Uga, Há Há – Da Lama ao Bloco

Ratão DinizPorRatão Diniz
2 de fevereiro de 2026
em Ensaio

Selecionado no Prêmio Portfólio FotoDoc 2026

O Bloco da Lama de Paraty, é uma manifestação carnavalesca irreverente criada por alguns amigos para brincar o carnaval em 1986, e ao mesmo tempo pode ser lido como um potente símbolo das relações entre corpo, natureza e meio ambiente. Tradicionalmente cobertos pela lama e vegetação retiradas dos manguezais da praia de Jabaquara, os foliões transformam esses elementos naturais em fantasia, celebrando o carnaval em Paraty, e nesse ano de 2026 completa 40 anos de existência.

Ao mesmo tempo em que exalta a natureza, o bloco provoca reflexões importantes sobre sua preservação. A lama, que vira brincadeira e arte no carnaval, é a mesma que sustenta a vida nos manguezais, ambientes essenciais para a biodiversidade marinha, para a pesca artesanal e para o equilíbrio climático. Quando o Bloco da Lama ocupa as ruas, ele também chama atenção para a fragilidade desses ecossistemas diante da poluição, do crescimento urbano desordenado e das mudanças climáticas.

O ato de entrar no mangue, cobrir o corpo com a lama e, em seguida, percorrer a região sambando e caminhando coletivamente, somado às cores dos sinalizadores, aos sons musicais e os sons guturais: “UGA UGA HA HA”, tudo isso junto forma uma grande catarse. Esse conjunto de ações nos conecta aos pensamentos enraizados de Nego Bispo, quando ele fala sobre a confluência. Segundo o autor, a confluência é a energia do compartilhar, que nos move aos encontros. Assim, para ele, quando um rio encontra outro rio, eles não deixam de ser rios; ao contrário, ambos se potencializam. Nas palavras do autor:

“Não tenho dúvida de que a confluência é a energia que está nos movendo para o compartilhamento, para o reconhecimento, para o respeito. Um rio não deixa de ser um rio porque conflui com outro rio. Ao contrário, ele passa a ser ele mesmo e com outros rios. Ele se fortalece. Quando a gente confluencia, a gente não deixa de ser a gente. A gente passa a ser a gente e outra gente. A gente rende. A confluência é uma força que rende, que aumenta, que amplia. Essa é a medida.”

O corpo sujo de lama rompe com padrões estéticos e lembra que o ser humano faz parte da natureza, e não está separado dela. A lama não oculta, revela. Revela a alegria crua, o transe coletivo, a liberdade que emerge quando o corpo se mistura ao território, ao calor e a desordem. Assim, o Bloco da Lama não é apenas carnaval: é memória, identidade e também um ato político e ambiental.

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Ratão Diniz

Ratão Diniz

Fotógrafo formado em 2004 pela Escola de Fotografia Popular/Imagens do Povo, fundada na favela da Maré pelo fotodocumentarista João Roberto Ripper e o Observatório de Favelas, e no ano de 2023 assume a coordenação técnica dessa mesma Escola. Ao completar 10 anos de carreira, lançou seu primeiro livro “Em Foto” (Rio de Janeiro: Mórula Editorial, 2014) e, de lá para cá, tem se consolidado como um dos mais importantes fotodocumentaristas do nosso país. Com seu olhar diferenciado, Ratão realiza um trabalho permanente de documentação das favelas do Rio de Janeiro, e no movimento graffiti, que se estende às periferias de todo o Brasil, com ênfase em festas populares e também no povo que vive no interior do Brasil, movido pelo desejo de revelar imagens que traduzam a beleza e a resistência desses espaços afetivos. Ratão Diniz tem demonstrado particular interesse em fotografar festas populares que se caracterizam pelo uso de máscaras, nos brindado, ao longo dos últimos 17 anos, com um poderoso material que inclui a Folia de Reis Penitentes do Santa Marta (RJ), o Reisado dos Caretas de Potengi (Ceará), o Bloco da Lama (Paraty, RJ), os Bate-Bolas (Rio de Janeiro), e o Boi de Máscaras (Pará).

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