Luscofusco
Paris desacelera quando o sol começa a cair. Entre sombras e luz, a cidade revela sua parte mais sincera: aquela...
Mulher mestiça de pele marrom, nascida e criada com pés descalços sobre a terra vermelha do Cerrado. Neta de Gerson, boiadeiro enraizado no interior do Goiás, e de Maria, mulher da roça, fazedora de queijos e doces. Fez-se bióloga por acaso e deu de cair no universo dos povos indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais, sendo atravessada por conhecimentos ancestrais e modos revolucionários de habitar o planeta, de se relacionar com a fauna e a flora, de imaginar o mundo, comer, rezar e dormir. A partir dessas vivências, pesquisa a construção do imaginário brasileiro sobretudo no contexto socioambiental. Também investiga a relação da religiosidade de matriz africana com a corporeidade e a ancestralidade através da fotografia e de intervenções urbanas com lambe-lambe. Considera o fazer artístico como um ritual, a partir da perspectiva em que performance e manifestação religiosa se confundem quando materializadas através de um corpo-terreiro. O ponto de encontro que atravessa as diferentes pesquisas que realiza é a cultura popular brasileira, enraizada na ancestralidade afroindígena, com a qual se conecta por meio de expressões como o candomblé e a capoeira de angola, de cerimônias indígenas e de experiências profissionais e pessoais pelos interiores do Brasil.
Paris desacelera quando o sol começa a cair. Entre sombras e luz, a cidade revela sua parte mais sincera: aquela...
Dois indígenas guarani em evento na aldeia, com roupa de festa.
Registro realizado na Praia de Buraquinho, Bahia, às margens do Rio Sapato. Moradores locais conduzem seus cavalos nas águas rasas,...
Jardim Vermelhão, 2024. Campo de Futebol no centro da comunidade, com o solo de terra vermelha característico do bairro.