O tempo passa e atravessa as avenidas
Passo lento, sacola leve: quem viveu a lida sabe sempre os caminhos.
Let Cotrim nasceu em Brasília em 1972, e ama tanto o mar que se dedica à pesquisa acadêmica em Oceanografia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Fotógrafa autodidata, cresceu cercada por inúmeras fotos de família. Em 2017 decidiu aceitar o desassossego da criação para misturar arte com ciência e natureza. Desenvolve um trabalho fotográfico voltado principalmente para paisagens marinhas e questões ambientais e climáticas em suas expedições científicas, para instigar o público a refletir sobre o meio ambiente. Recebeu Menção Honrosa do Júri Técnico na 8a e 10a edição da mostra “Olhares sobre o Patrimônio Fluminense”, em 2018 e 2020, respectivamente, e vem participando de exposições coletivas no Rio de Janeiro desde 2018 (e.g. Feira Oriente, Galeria Espaço Zagut, Galeria EIXO Arte).
Passo lento, sacola leve: quem viveu a lida sabe sempre os caminhos.
Antes da próxima corrida, o corpo vira rede: infância que cochila no ferro. O trabalho espera, os sonhos não.
O martim-pescador corta o espaço com precisão absoluta. Suspenso fora da paisagem, seu corpo se desenha contra o vazio...
Entre equipamentos, protocolos e espera, um gesto simples sustenta tudo. A imagem fala do cuidado como presença silenciosa.
Luz, fluxo e vertigem se entrelaçam numa miração capturada em longa exposição — tentativa de traduzir, em imagem, o...