O tempo passa e atravessa as avenidas
Passo lento, sacola leve: quem viveu a lida sabe sempre os caminhos.
Mi’saw Zàwàruhu é realizadora audiovisual, produtora executiva e fotógrafa. Indígena, maranhese, vive em Pernambuco, mas carrega o território no corpo, na câmera e na palavra. Atua com foco em narrativas indígenas e afrodiaspóricas, integrando arte, memória e espiritualidade em tudo o que constrói. Não separa afeto de estratégia, nem planilha de encantamento.
Passo lento, sacola leve: quem viveu a lida sabe sempre os caminhos.
Antes da próxima corrida, o corpo vira rede: infância que cochila no ferro. O trabalho espera, os sonhos não.
O martim-pescador corta o espaço com precisão absoluta. Suspenso fora da paisagem, seu corpo se desenha contra o vazio como...
Entre equipamentos, protocolos e espera, um gesto simples sustenta tudo. A imagem fala do cuidado como presença silenciosa.
Luz, fluxo e vertigem se entrelaçam numa miração capturada em longa exposição — tentativa de traduzir, em imagem, o estado...