À beira do tempo nasceu de uma caminhada sem pressa pela Foz do Douro, em uma tarde ensolarada de 2025. Ao explorar o lugar, fui atravessada por uma sensação muito clara: ali, a vida parecia acontecer em outra cadência. Entre o mar, o concreto e a luz, encontrei pessoas entregues ao tempo, em gestos de pausa, conversa, travessia, descanso e contemplação. Mais do que registrar uma paisagem, o ensaio busca observar a atmosfera de um espaço vivido com leveza, onde o cotidiano se revela sem urgência e o tempo parece deixar de ser cobrança para se tornar companhia.














