Na Terra de São Jorge apresenta o Rio de Janeiro como um lugar onde o simbólico e o espiritual se cruzam. Ao destacar essa expressão criativa dentro da diversidade cultural, o projeto oferece uma visão esperançosa, mostrando comunidades que encontram força e significado mesmo em meio às dificuldades, transformando a vida urbana em algo encantado.
Inspirado na Umbanda, no Candomblé e no carnaval, o trabalho mostra como rituais e performances moldam identidades coletivas e transformam a cidade em espaços carregados de significado. O carnaval, parte essencial da identidade carioca, aparece como um palco onde orgulho e política se encontram, revelando tanto união quanto desigualdades.
As tradições espirituais do Candomblé e da Umbanda também são centrais. Elas sustentam comunidades, abrindo caminhos de resistência e espiritualidade em tempos difíceis. São Jorge, protetor do homem humilde que vence o dragão, encarna essa dualidade: no Candomblé ele é Ogum, o orixá da guerra. Sua presença sincrética em altares e murais mostra como as religiões afro‑brasileiras sobreviveram à perseguição ao aproximar santos católicos de divindades ancestrais.
As imagens combinam cores intensas e vibrantes com cenários simples e cotidianos. Essa mistura revela como o popular e o sagrado se encontram na vida diária. Fantasias e ritos aparecem extraordinários e ao mesmo tempo familiares, afirmando que o encantamento está presente nos gestos comuns. Cada fotografia é parte de uma sequência maior, fragmentos que juntos constroem uma narrativa. A fotografia vira encontro, não explicação, revelando o Rio não como estereótipo turístico, mas como um território mítico tecido de símbolos.
Este é um projeto em andamento iniciado em 2025, cujo objetivo final é a publicação de um livro.





















