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SINAPSE FLUVIAL Povos Amazônicos

Parada estratégica. Família ribeirinha em trânsito param em um braço do rio Solimões-AM.

SINAPSE FLUVIAL Povos Amazônicos

Luís OliveiraPorLuís Oliveira
26 de junho de 2025
em Portfólio

Selecionado no Prêmio Portfólio FotoDoc 2025

A saúde do corpo humano está relacionada ao processo de comunicação neural, denominada sinapse, por meio dos neurotransmissores, forma primordial para os movimentos, funções cognitivas, memória e aprendizado. Assim pode-se dizer que ocorre algo parecido com os biomas, principalmente na Amazônia legal, onde a comunicação entre seus rios, igarapés e outras condições naturais, compõem mecanismos responsáveis pela manutenção e o equilíbrio da saúde ecológica, fomentando também, a economia, cultura e identidade de povos da região, por meio das conexões fluviais.

Uma simbiose natural entre seres humanos e a natureza que ao longo do tempo veem se dissociando com ações de exploração e degradação ambiental, do desmatamento de áreas destinadas à pecuária, floresta degradada pela exploração madeireira que provocam o assoreamento dos rios e igarapés, queimadas, mineração sem controle que poluem os mananciais de água com mercúrio, poluição em larga escala com plásticos descartados na natureza. O que está contribuindo para o aquecimento global interferindo diretamente num dos principais biomas da terra, a Amazônia e seu ciclo natural de cheia e vazante, sufocando e debilitando o ecossistema do planeta. Assim como ocorre com a saúde do corpo humano quando seu organismo está sendo sufocado por atitudes e consumos de produtos inadequados, causando doenças como o Alzheimer entre outras doenças caracterizadas pelo bloqueio parcial das sinapses. O bioma amazônico também está perdendo suas conexões e a integração necessária para a saúde do planeta e do ser humano. Uma doença simbiótica, porque o ser humano é parte da natureza.

Sinapse fluvial é um documentário que apresenta retratos a partir de 2015 realizadas nos estados da Amazônia, Acre, Pará e Roraima nas cheias e vazantes. As sequências das imagens denotam como as condições climáticas veem ficando mais severas a cada ano. E que possam contribuir para a conscientização dos humanos que há a necessidade urgente de mudanças comportamento na sua forma de viver para desacelerar essa devastação climática.

Embarque
Estrutura improvisada de embarque e desembarque na lagoa de Tefé-AM.
Desembarque
Familia indígena desembarcando na margem do rio Envira-AC.
Na beira do rio
Povo da etnia Hu’pda se deslocando pelo rio Walpés-AM.
Trilha fluvial
Ribeirinho em embarcação rápida transitando pelo rio Negro-AM.
Família
Povo da etnia Munduruku voltando para casa pelo rio Kabitutu-PA.
Mantimentos
Ribeirinho transportando mantimentos pelo rio Envira-AC
Remador
Família da etnia Sanumã enfrentando as correntezas do rio Auaris-RR.
Sossego
Casal de indígenas Sanumã descendo o rio Auaris-RR.
Caminhos fluviais
Foto aérea do rio e igarapés na floresta amazônica no Estado de Roraima.
Fundo do rio
Ribeirinhos carregando mantimentos para embarcação ancorada no rio Juruá-AM.
Observando
Ribeirinha observando o por do sol na margem do rio Enviara-AC.
Queimada
Embarcação transitando pelo rio Tapajós sob a fumaça das queimada-PA.
Desanimo
Ribeirinho desconsolado com seca do rio Ituí-AM.

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Luís Oliveira

Luís Oliveira

Luís Oliveira é artista visual, fotojornalista e pós-graduado em Fotografia. Sua trajetória une as artes plásticas e a fotografia como base criativa, com atuação também como designer gráfico, desenvolvendo logotipos, projetos gráficos de livros e outros trabalhos. Iniciou na fotografia em 1999, com experiência nas áreas de fotografia documental, fotojornalismo e casamentos. Ao longo de sua carreira, colaborou com diversos veículos de comunicação, como o tabloide britânico The Telegraph, a revista política Carta Capital e a agência de fotografia Futura Press. Seus registros fotográficos foram publicados em importantes veículos da imprensa brasileira, como o portal G1, Diário de Pernambuco e a revista Fotografe Melhor. Suas imagens também ilustraram obras relevantes, como Os 80 Anos da Previdência Social (Ministério da Previdência Social, 2002) e Subsistema de Atenção à Saúde Indígena e Programa Mais Médicos: uma experiência de sucesso! (OPAS/MS, 2017). Em 2022, foi premiado com o 3o lugar na categoria Imagens Destacadas do Prêmio Portfólio. Suas fotografias também compuseram o relatório final da 5a Conferência Nacional de Saúde Indígena (CNSI), contribuindo para enriquecer a narrativa visual do documento. Participou de importantes exposições coletivas, como Mais Médicos (2016), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Washington (EUA), e do 1o Salão Universitário (2010), no Espaço Cultural da Câmara dos Deputados, em Brasília.

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