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Catarse de Devoção

Paula GiordanoPorPaula Giordano
2 de maio de 2023
em Portfólio

O Círio de Nazaré é uma das maiores procissões religiosas do Brasil, reconhecido oficialmente em 2013, pela UNESCO, como Patrimônio Imaterial da Humanidade, ocorrendo anualmente em Belém do Pará, desde 1793, são aproximadamente 2 milhões de fiéis que ocupam as ruas da cidade. De acordo com o IPHAN, a festividade do Círio é considerada uma das maiores concentrações religiosas do mundo, sendo o primeiro bem cultural inscrito pelo Instituto, no Livro de Registro das Celebrações, como Patrimônio Cultural do Brasil.

Um dos seus principais signos é a “corda dos promesseiros, que atrelada à santa, é arrastada pelos devotos de Nossa Senhora, por longas horas, mergulhados em rezas, cânticos, pedidos e agradecimentos, transformam-na em protagonista da procissão, ao uni-los como um verdadeiro “rio de gente”. Difícil compreender de maneira racional o que move essas pessoas?

Trago um recorte deste trabalho que desenvolvo desde 2012, onde as imagens buscam retratar essa devoção capaz de sobrepujar limites. Cansaço, choro dor, instigam aquele que observa a passagem do “rio”, com suas enchentes, vazantes e turbulências, existindo assim uma poética dramática que se descortina, quando o homem através destes sacrifícios crê estar purificando sua alma. E há alma suficiente para isso? Ou ainda, sacrifício que baste?

A corda é um dos símbolos mais importantes da festividade do Círio e passou a fazer parte da história em 1885, quando uma maré alta, na Baía do Guajará, provocou um alagamento na orla, desde as proximidades da Feira do Ver-o-Peso até a Igreja das Mercês, no momento da procissão. Isso fez com que a berlinda ficasse atolada e os cavalos não conseguissem puxá-la. Os animais foram desatrelados e um comerciante local emprestou uma corda para que os fiéis puxassem a berlinda. Desde então, o item foi incorporado às festividades e passou a ser o elo entre Nossa Senhora de Nazaré e os fiéis. Atualmente, é confeccionada em sisal, mede 800m de comprimento e 50 milímeteros de diâmetro, dividida em duas partes. Pela primeira vez, em 2023, será totalmente produzida no Pará, desde a coleta das fibras à sua finalização.
Quem já viveu a experiência de pagar uma promessa ou mesmo acompanhar a procissão segurando a corda, entende o quão desafiador é. Segundo um estudo recente (DIEESE/PA), são cerca de 7200 fiéis, para 800m de corda, é uma matemática que desafia a ciência. É como se dois corpos pudessem ocupar o mesmo lugar no espaço. Seriam a fé e a devoção dessas pessoas que cuprem esse desafio?
Em 2004, por motivo de segurança, a corda adquiriu o formato linear, foi dividida em cinco estações, conforme o rosário católico. As estações são confeccionadas em duralumínio que ajudam a dar tração à corda, que atrelada à berlinda conduz a Santa, dando ritmo à procissão.
Cerca de dois milhões e meio de pessoas tomam as ruas do centro de Belém durante o segundo domingo de outubro para homenagear a padroeira da Amazônia. O trajeto da procissão tem quase quatro quilômetros de extensão, atravessando o centro histórico da cidade, pontos monumentais e avenidas, podendo levar muitas horas. Em 2004, o tempo percorrido chegou a nove horas, o mais longo da história. Casas e edifícios se enfeitam.

Promesseiros relatam que a fé em Nossa Senhora, os prontifica a enfrentar qualquer sacrifício, dor ou dificuldade quando se trata de pagar uma promessa feita.

Calor, suor e lágrimas sejam de dor ou de emoção. O fato é que os devotos da corda levam seus corpos próximos ou à exaustão. Sejam jovens ou adultos, a sensação térmica elevada, a compressão dos corpos apertados, dificultam a respiração.

Ver uma amigo cair aos seus pés, conseguir chegar ao fim da procissão na corda, de pés descalços, fotografar durante 10 anos a mesma festividade, o mesmo tema … narrar uma história sobre a relação do homem com a sua fé.

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Paula Giordano

Paula Giordano

Fotógrafa e artista visual. Nasceu, vive e trabalha em Belém, Pará, Amazônia, Brasil.Realiza pesquisas e projetos fotográficos que buscam um diálogo com a expressão de sentimentos e emoções, relacionados aos dilemas existenciais do ser humano, bem como trabalhos com viés documental que transitam no campo da antropologia ao investigar as relações do homem com o meio e a religiosidade. Já realizou 2 exposições individuais, através da contemplação em editais públicos estaduais. Participa de exposições coletivas nacionais e internacionais. Possui obras nos seguintes acervos públicos: Museu im Spital Grunberg - Alemanha, Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro/RJ, Museu de Artes Plásticas de Anápolis/GO, Museu de Arte Sacra de Belém/PA e Galeria Theodoro Braga, Belém/PA.

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