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O que restou

O que restou

Fil GiuriattiPorFil Giuriatti
4 de junho de 2025
em Portfólio

Selecionado no Prêmio Portfólio FotoDoc 2025

Outro dia eu andava pela rua e achei uma tira de negativos com cinco imagens abandonadas. Memórias perdidas de pessoas que não sei quem são. Achei que aquelas fotos queriam seguir existindo, através de mim. Quando aquele negativo perdido apareceu não pensei duas vezes, levei pra casa e digitalizei. Ficou perdido no meu HD por uns três anos. Aqui ainda tem alguma memória? Elas são necessárias? O que precisa para lembrar?

Quando veio a enchente tive medo. Medo de que nada voltasse a ser como antes, que as pessoas ficassem sem nada. Ajudei pouca gente, doei algumas coisas, limpei algumas casas. Daí vieram as fotos: alagadas, afundadas, imersas por dias. Nelas agora só restam fragmentos das memórias que guardavam. Em tempo de tanto acúmulo, tudo foi por água abaixo. Essas memórias, ainda existem?

Vagando nas redes sociais, me apareceu uma postagem: um vídeo que contava a história de filmes ainda dentro de suas bobinas que foram achados em uma praia. Entrei em contato com o autor do post e ele me mandou os filmes pelo correio. Não havia indicação clara de que eles tivessem sido fotografados ou não. De onde eles vieram? Havia imagens registradas ali? Tinha o que ser mostrado? Eu mesmo os revelei, sem saber o que ia aparecer. Os filmes viraram imagem, mas não são exatamente o que chamamos fotografia. Nada reconhecível, nenhuma pessoa ou objeto visíveis, mas servem para mostrar o que não tem como mostrar.

Imerso nessas imagens de abandono e desaparição, lembrei de umas fotografias que fiz durante a pandemia. Objetos que foram esquecidos e perderam a utilidade, que deixaram de serem eficientes e se acumularam nas minhas prateleiras. Optei por fotografá-los da maneira menos eficiente possível. Em filme preto e branco usando filtros RGB coloridos para separar os canais de cor e então mesclar essas fotografias preto e brancas para trazer a cor de volta. Uma técnica do início do Século XX. Eu precisava fazer isso? E fazer dessa maneira?

Neste portfólio eu tento trazer à tona a busca de sentido para o que foi esquecido, para o que foi perdido, para o que não se sabe o que é e para o que não tem mais uso. Diante dessas imagens, gostaria que o leitor dedicasse um trabalho de imaginação. Elas despertam alguma lembrança? Provocam algum pensamento? O que ainda vive nessas fotografias? Elas têm alguma utilidade?

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Fil Giuriatti

Fil Giuriatti

Trabalho como fotógrafo desde 2003, primeiramente com eventos e depois publicidade. Sou também professor de fotografia. Me criei dentro dos estúdios de Porto Alegre. Quando a fotografia analógica estava morrendo para esse mercado, fui ganhando filmes, tanques de revelação, químicos etc. A vida andou, eu me agarrei no laboratório e fui. O laboratório é um lugar onde se transformam as coisas. Um gás vira líquido, um pó vira cristal, um líquido muda de cor. Uma imagem surge na tua frente. Foi o lugar de realização das imagens dos fotógrafos por décadas. Lugares fechados, escuros onde alguém entregava seu filme e recebia depois as imagens prontas. Preto e branco revelado com café, filmes positivos processados com revelador preto e branco mais químicos RA4 e C41, negativos vencidos fotometrados conforme o ano de vencimento do filme, negativos coloridos puxados, ISO elevado na luz do dia, filme para luz de tungstênio usado no sol e o que mais der pra tentar e ver o que acontece. Invento traquitanas para tornar visíveis as fotografias. Sempre experimentei e sigo experimentando. Vou onde tenho que ir e fotografo onde ando. Realizo minhas imagens e as de quem mais estiver. Sou nerd da fotografia, amo os processos analógicos, em parte porque me permitem surtar nas fotos, em parte pelo tempo e pela forma como eles me fazem esperar. Muitas vezes nem sei o que vou receber no final. E para mim é aí que reside a beleza, esperar sem saber o quê...

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