No espaço público, onde discursos frequentemente colidem, “Oxalá Também!” propõe uma pausa para o diálogo e a coexistência. A imagem documenta uma intervenção urbana silenciosa, porém retumbante, diante de uma placa de “Jesus te ama” previamente afixada em uma árvore retorcida — um altar natural que resiste no cenário urbano.
A figura anônima, vestida com os trajes brancos e guias característicos das religiões de matriz africana, posiciona-se não em confronto, mas em adição. O cartaz ‘Oxalá também’ atua como um espelho e um lembrete da pluralidade da fé brasileira. A escolha estética pelo preto e branco clássico e pelo formato quadrado concentra o olhar na simetria desse encontro improvável, destituindo a cena de distrações cromáticas para focar na essência da mensagem: a urgência da tolerância religiosa e o reconhecimento de que o sagrado, independentemente do nome que receba, habita o mesmo solo e respira sob a mesma árvore.







